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MS lidera recuperação de pastagens e é referência em agropecuária sustentável

Estado adota políticas inovadoras e crédito sustentável para restaurar milhões de hectares e impulsionar a nova economia verde.

15/12/2025 às 10:13
Por: Redação

Mato Grosso do Sul se consolidou como um exemplo para o Brasil na recuperação de pastagens degradadas, uma iniciativa estratégica essencial para assegurar a competitividade, sustentabilidade e segurança alimentar. Atualmente, o estado conta com aproximadamente 4,7 milhões de hectares de pastagens com potencial para restauração, um desafio histórico que está sendo conduzido pelo Governo, transformando-o em um motor da economia verde.

 

Essa liderança foi alcançada através de uma combinação robusta de políticas públicas estruturantes, linhas de crédito sustentáveis e a constante inovação no setor. Tais ações posicionaram Mato Grosso do Sul entre os líderes nacionais no manejo responsável do solo e da água, demonstrando ser viável aumentar a produtividade com consciência ambiental e tecnologia avançada.

 

Iniciativas e programas estaduais para a sustentabilidade

Diversas iniciativas foram implementadas para promover o uso eficiente do solo e da água, formando a base do avanço estadual na sustentabilidade agropecuária. Entre os programas de destaque estão o Prosolo, que visa a restauração de áreas afetadas por erosão e a melhoria de estradas vicinais; o MS Irriga, focado na ampliação da irrigação sustentável; e o Plano ABC+ MS, que fomenta sistemas integrados como a Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) e o plantio direto.


"Estamos mostrando ao Brasil que é possível produzir mais e com responsabilidade ambiental e tecnologia", afirmou o secretário Jaime Verruck, da Semadesc.


Complementam essas ações o Precoce MS, que incentiva a pecuária de baixo carbono, e o FCO Verde, uma linha de crédito que destinou 812 milhões de reais para 771 projetos sustentáveis entre 2020 e 2024. Mais recentemente, o programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) foi instituído, recompensando financeiramente produtores que adotam práticas de conservação do solo e da água.

 

Análise da degradação e o modelo de recuperação

Estudos realizados por instituições como LAPIG e MapBiomas apontam que Mato Grosso do Sul figura entre os estados com maior extensão de áreas classificadas com baixo vigor de pastagem. É crucial ressaltar que uma parcela significativa dessas áreas se encontra no Pantanal, onde a dinâmica natural e a presença de vegetação nativa não se caracterizam como degradação provocada por ação humana, um dado fundamental para orientar políticas públicas eficazes e evitar distorções.

 

Conforme o Programa Nacional de Conversão de Pastagens Degradadas (PNCPD), a degradação observada no estado decorre principalmente de antigas práticas de pecuária extensiva, marcadas por baixa taxa de lotação e escasso uso de manejo e adubação. O desgaste do solo e a consequente redução na produtividade das forrageiras exigiram uma resposta governamental robusta, que hoje se consolida como uma política de Estado.

 

Credibilidade internacional e liderança em bioinsumos

Mato Grosso do Sul também investe em sua credibilidade no cenário internacional. A Semadesc e o Fundems estão aplicando 7,6 milhões de reais na certificação e monitoramento de carbono para a soja e o milho, alinhando a produção às exigências dos mercados globais. Na pecuária, além do status de área livre de febre aftosa sem vacinação, alcançado em 2025, o estado avança com a implementação do Sistema Estadual de Rastreabilidade Bovina, com previsão de início em 2026 e cobertura total até 2032.

 

O estado também está desenvolvendo o Selo Verde, uma ferramenta que integrará dados ambientais e produtivos para garantir transparência socioambiental às cadeias da carne e da soja. Essa abordagem sistêmica, combinando governo, produtores e instituições de pesquisa, tem acelerado a transição para uma agropecuária moderna, de baixa emissão de carbono e de alta performance.

 

Mato Grosso do Sul é líder nacional em áreas com Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), totalizando mais de 3,6 milhões de hectares. Esse avanço nos sistemas integrados não só contribui para a diversificação da renda e a redução da pressão por novas áreas de abertura, mas também aprimora a fertilidade do solo. Adicionalmente, o estado está entre os cinco maiores consumidores de bioinsumos do país, impulsionado pelo Programa Estadual de Bioinsumos, criado em 2022.

 

Em paralelo, projetos de confinamento sustentável e intensificação de pastagens estão em andamento, visando ampliar a produtividade e assegurar o bem-estar animal. Parcerias com a Agraer, Senar e instituições federais garantem capacitações contínuas para a adoção de práticas conservacionistas e de baixo carbono, como o projeto Carbono ATeG, que auxilia produtores na mensuração e redução de emissões de gases de efeito estufa, e o projeto ABC Cerrado, que oferece treinamentos em ILPF, plantio direto e florestas plantadas.


O secretário Verruck enfatizou que o objetivo é fornecer aos produtores assistência técnica qualificada e acesso a crédito sustentável, garantindo que cada propriedade tenha os meios para produzir mais e conservar melhor.


Essa abordagem estratégica reforça a posição de Mato Grosso do Sul como uma referência em pecuária de baixo carbono e agropecuária sustentável, equilibrando de forma exemplar a produção, a competitividade e a conservação ambiental para um futuro mais próspero e responsável.

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