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Produções Inéditas de 22 Países Participam de Festival no Brasil

Filmes destacam temas como ciência, tecnologia e meio ambiente para todas as idades.

25/10/2025 às 16:26
Por: Redação

Chapéu: Festival de Cinema

O Festival de Filmes de Ciência SFF Brasil, focado em unir conhecimento e diversão, apresenta um enfoque atrativo sobre ciência para todas as idades através de produções audiovisuais criativas e diversificadas. O evento está disponível ao público até 20 de dezembro, com sessões realizadas em museus, cineclubes, universidades e escolas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Ceará, Rio Grande do Sul e Paraíba, entre outros.

Esta é a sétima vez que o Brasil sedia o Science Film Festival (SFF), reconhecido como o principal evento internacional no audiovisual dedicado a ciência, tecnologia e meio ambiente para crianças, jovens e adultos. Segundo Giovana Botti, produtora e uma das curadoras do festival, o Brasil é o único país das Américas a receber este evento que oferece ao público brasileiro produções inéditas. "Trazer para o público brasileiro produções que são inéditas aqui é importante para o acesso mais democrático e aberto para essas obras, para ver outras realidades, outras formas de lidar com a ciência e o meio ambiente pelo mundo e também países vizinhos, porque tem produções latino-americanas também. Olhar para a forma como essa realidade está sendo tratada em outros países, ajuda também a pensar a nossa realidade", comentou.

A curadoria foi direcionada considerando o público jovem e adulto do Brasil. "Para valorizar tanto as produções latino-americanas que estão concorrendo no festival, quanto para trazer ao Brasil produções que são de fora, mas também retratam realidades e dialogam bastante com as realidades e problemas ambientais brasileiros, que têm sintonia com desafios na ciência, com temas da contemporaneidade como inteligência artificial, por exemplo. Essa curadoria pensou sempre no cenário brasileiro e latino-americano e ao mesmo tempo em diálogo com as produções de fora”, explicou Botti.

Nesta edição, são exibidos 53 filmes de 22 países, sendo 34 voltados ao público infanto-juvenil. O acesso é gratuito, tanto online quanto em sessões presenciais por todo o país.

"Tem uma parte dos filmes voltada para crianças e uma parte voltada para sessões de adultos também que tratam de ciência, tecnologia e meio ambiente. O festival é focado nesses três temas, mas fala dos temas além do que seria uma educação formal com o uso da linguagem do cinema para falar destes temas de maneira criativa e lúdica”, destacou Botti.

Um dos objetivos do festival é atrair o público jovem, que já está habituado a interações digitais. "É olhar a educação de forma ampla e complexa. Tudo educa e o cinema também pode ter um papel importante para as crianças. Levar produções criativas que falem da ciência e valorizem a ciência, da figura do pesquisador e das comprovações científicas, mas de forma lúdica, aproveitando a curiosidade das crianças, que é natural nas infâncias para olhar nos seus entornos, para os seus cotidianos e descobrir ciência no seu dia a dia também. Estimular que elas façam experimentações e olhem a ciência de outra forma", afirmou.

Além disso, o SFF Brasil oferece atividades para formação de professores e oficinas infantis em escolas parceiras, aumentando a difusão da ciência mediante o audiovisual. "As oficinas são em São Paulo com parceiros que a gente tem para fazer em ONGs, em centros culturais, sempre infantojuvenis, tem formatos para crianças menores e para adolescentes”, disse.

A programação também inclui uma seleção especial de filmes em comemoração à Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, que tem como tema o Planeta Água em 2025. Escolas e instituições podem organizar suas programações próprias usando os filmes disponíveis. "No nosso catálogo a gente tem filmes tanto infantojuvenis, quanto adultos para olhar para o desafio de cuidar melhor da saúde do ecossistema das águas. A gente tem filmes que falam sobre a saúde dos corais, sobre a Antártida, sobre Abrolhos. Falam de meio ambiente e de ciência em forma de expedições, de aventuras, de investigação. Tem documentários que são verdadeiras peças investigativas desses problemas complexos que envolvem a gestão das águas hoje em dia”, explicou Botti.

Durante a COP30 em Belém, nos dias 14 e 15 de novembro, uma programação especial de cinema ambiental será oferecida ao público infantojuvenil no Sesc Doca. "Tem muita coisa voltada para o meio ambiente em diversos temas e que também dão esperança. Não é só uma abordagem com a problemática da crise climática, que é profunda, complexa e urgente, mas que também tem que chamar à ação. São filmes que semeiam esperança, também mostram a complexidade dos temas e incentivam a criança a fazer diferente no seu dia a dia, nos ambientes em que vive, que olha para os nossos modos de vida, que precisam ser mudados. Nossos padrões de consumo, que precisam ser revistos. São filmes que ajudam a gente a pensar, não só adultos, mas crianças também”, relatou.

Entre os filmes disponíveis sobre água, destacam-se: Sou Água, Chuva, Antártica e Eu; Rodolitos - The Rolling Stones; Te Moana Ora - O Oceano Vivo; Coral, Abrolhos - Paraíso em Perigo; e Águas Quentes. Esses filmes podem ser utilizados como recursos educacionais em sala de aula.

Para expandir o alcance, o SFF Brasil se associa a escolas, centros culturais e instituições interessadas em realizar mostras gratuitas. Interessados podem entrar em contato através do e-mail: sffbrasil@gmail.com. O catálogo completo está disponível na plataforma de streaming do festival com acesso gratuito mediante inscrição via Instagram. Também é possível assistir aos filmes online.

"A gente pode levar uma sessão ou enviar os filmes para eles gratuitamente. A ideia é levar filmes de ciência, tecnologia e meio ambiente para o Brasil afora”, disse Botti.

A iniciativa do SFF-Brasil conta com o apoio do Programa de Ação Cultural - ProAC, da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Governo do Estado de São Paulo, e é patrocinada pela SKY Brasil, Escola Plus e Fundação Norma y Leo Werthein, com suporte da Spcine - Empresa de Cinema e Audiovisual da Cidade de São Paulo.

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