A proposta de regulamentação dos serviços de streaming tem gerado preocupação entre produtoras de cinema independente. A possibilidade de novas regras poderia afetar diretamente o financiamento dessas produções, essenciais para a diversidade cultural.
Segundo especialistas, as empresas de streaming, que têm ganhado cada vez mais espaço com conteúdos originais, poderão ser compelidas a investir em produções nacionais. Contudo, a obrigatoriedade de investimento pode não privilegiar o cinema independente.
Produtores argumentam que o modelo poderia concentrar recursos em grandes produções já consolidadas, dificultando ainda mais o surgimento de novos talentos e histórias no cinema independente.
Há também uma preocupação com a possível burocratização do processo de financiamento e a implementação de cotas que poderiam não contemplar adequadamente as necessidades do setor.
Para os críticos da proposta, é essencial que o debate sobre regulamentação inclua uma ampla consulta com representantes do cinema independente a fim de garantir um equilíbrio entre o incentivo à indústria nacional e o suporte às produções de menor escala.
Diante deste cenário, o setor aguarda com apreensão as definições que serão tomadas pelo governo e suas consequências para o futuro do cinema independente.