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Suspeito de pilotar barcos para fuga após ataque em Confresa é capturado no Pará

Homem, considerado peça-chave na fuga após ataque em Confresa, foi preso após buscas em área isolada no Pará

11/04/2026 às 12:12
Por: Redação

Um dos indivíduos investigados por atuar como piloteiro na fuga dos criminosos responsáveis pelo ataque a uma empresa de transporte de valores em Confresa, ocorrido em abril de 2023, foi detido pela Polícia Civil do Mato Grosso. A prisão foi realizada durante ações da Operação Pentágono, conduzida pela Gerência de Combate ao Crime Organizado (GCCO), na quinta-feira, 9 de abril de 2026, envolvendo forças de segurança em cinco estados brasileiros.

 

O suspeito, que estava foragido desde a data do crime, foi encontrado em uma região rural de difícil acesso no município de Novo Repartimento, no Pará, a mais de 2.700 quilômetros da capital do Mato Grosso, Cuiabá. Para chegar ao local de esconderijo, as equipes da Polícia Civil percorreram aproximadamente 140 quilômetros por estradas de terra, em um deslocamento que durou cerca de cinco horas, até efetuar a prisão do investigado.

 

Apontado como um dos cinco piloteiros que conduziram as embarcações utilizadas na fuga do grupo criminoso pela travessia do Rio Araguaia, o homem permaneceu em situação de foragido desde o cerco policial realizado no Tocantins logo após o crime. À época, mais de 300 agentes das forças de segurança participaram das operações para localizar todos os envolvidos no ataque.

 

Detalhes sobre a fuga após o crime

 

Após a ação criminosa, o grupo responsável pela investida contra a empresa de valores abandonou o município de Confresa utilizando rotas previamente planejadas, com o objetivo de dificultar a atuação das forças públicas. A fuga inicial foi feita por via terrestre, com veículos preparados para transpor possíveis barreiras policiais.

 

Na sequência, os investigados seguiram até as margens do Rio Araguaia. Ali, embarcações foram utilizadas para atravessar o rio, tentando despistar a perseguição policial e permitindo a mudança de estado. Após completarem a travessia fluvial, os criminosos retomaram o deslocamento por terra, já em território diferente.

 

Atuação do suspeito e investigações

 

As apurações realizadas pela GCCO identificaram o homem preso como responsável por coordenar toda a logística de fuga da organização criminosa. Coube a ele a condução das embarcações que permitiram a passagem dos criminosos entre estados, facilitando a evasão do grupo após o ataque.

 

Durante o processo investigativo, foram obtidas imagens que mostram o investigado na cidade de Vila Rica, no Mato Grosso, alguns dias antes do crime, quando realizou compras em um supermercado local. Esses registros reforçam a suspeita de sua participação ativa no planejamento e na preparação da ação criminosa perpetrada pelo grupo.

 

De acordo com o delegado titular da Gerência de Combate ao Crime Organizado, Gustava Belão, o papel dos piloteiros, como o indivíduo capturado, foi determinante para o sucesso da fuga dos integrantes do grupo criminoso pelas rotas fluviais estabelecidas após o crime.

 

"O suspeito era considerado um dos foragidos do cerco policial ocorrido após o ataque e teve papel fundamental na ação criminosa com atuação relevante na dinâmica do crime. A prisão reforça o trabalho investigativo conduzido pela GCCO ao longo dos últimos anos e que teve como objetivo de desarticular completamente a organização criminosa".

 

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