O governo do Brasil condenou os ataques dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã, realizados neste sábado, 28 de fevereiro de 2026. Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores expressou uma grave preocupação com a escalada das tensões e enfatizou que os bombardeios ocorreram em um momento crítico de negociações entre as partes envolvidas.
O Itamaraty reiterou que a negociação é o único caminho viável para a paz, uma posição que o Brasil tradicionalmente defende na região. A nota foi clara ao apelar para que todas as partes respeitem o Direito Internacional e exerçam máxima contenção para evitar a escalada de hostilidades e assegurar a proteção dos civis e da infraestrutura civil.
O embaixador do Brasil em Teerã, André Veras Guimarães, está em comunicação constante com a comunidade brasileira, fornecendo atualizações e orientações de segurança. As embaixadas brasileiras na região também monitoram o desenrolar das ações militares, prestando especial atenção às necessidades das comunidades brasileiras nos países afetados.
“Recomenda-se aos brasileiros que estejam atentos às orientações de segurança das autoridades locais nos países onde morem ou se encontrem”, advertiu o Itamaraty.
Os ataques foram iniciados por Israel no início da manhã de sábado, com a declaração de um estado de emergência "especial e imediato" em todo o país, segundo a agência de notícias Reuters.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também confirmou a realização de "grandes operações de combate" no Irã, justificando essas ações como necessárias para proteger o povo americano e eliminar ameaças iminentes do regime iraniano.
No dia 26 de fevereiro, apenas dois dias antes dos ataques, Irã e Estados Unidos haviam retomado negociações com o objetivo de encontrar uma solução diplomática para a disputa prolongada sobre o programa nuclear iraniano. Estados Unidos, Israel e países ocidentais alegam que o programa visa a construção de armas nucleares, enquanto o Irã nega a acusação.