O Município de Campo Grande publicou o Relatório de Gestão Fiscal referente ao exercício de 2025, destacando informações consolidadas sobre despesas com pessoal, dívida consolidada, garantias concedidas, operações de crédito e execução orçamentária dos setores fiscal e da seguridade social.
O documento registrado na Edição Extra do Diário Oficial em 4 de março de 2026 apresenta a despesa bruta com pessoal do município no terceiro quadrimestre de 2025 totalizando aproximadamente 3,01 bilhões de reais, representando 55,80% em relação à Receita Corrente Líquida (RCL) ajustada para cálculo do limite da despesa com pessoal, dentro do limite máximo de 54% da RCL.
O relatório aponta um saldo da dívida consolidada líquida de 488,8 milhões de reais, correspondente a 8,95% da RCL ajustada, bem abaixo do limite definido pela Resolução do Senado Federal de 120%, que é superior a 6,5 bilhões de reais. O município não apresentou garantias concedidas em relação ao limite máximo previsto.
A despesa total com pessoal encontra-se dentro do limite prudencial, demonstrando o controle fiscal do município em 2025.
Em relação às operações de crédito, foram realizadas no período operações que totalizaram cerca de 18,2 milhões de reais, representando 0,33% da RCL ajustada com limite de 16%. A despesa líquida de capital ficou em 358,2 milhões de reais, com investimentos atingindo 265,8 milhões de reais.
A receita corrente líquida ajustada, excluindo receitas vinculadas aos Regimes Próprios de Previdência Social, atingiu 5,4 bilhões de reais. A despesa orçamentária empenhada totalizou 6,39 bilhões, refletindo ajustes e empenhos ao longo do exercício, com um superávit orçamentário registrado de 322 milhões de reais.
O relatório revela uma arrecadação gradual e recuperação das receitas tributárias, apesar do contexto econômico ainda instável. A projeção atuarial do Regime Próprio de Previdência Social indica déficit previdenciário crescente ao longo dos anos, sendo acompanhado pelo Instituto Municipal de Previdência de Campo Grande.
O município aplicou o mínimo constitucional exigido na manutenção e desenvolvimento do ensino, direcionando aproximadamente 759,6 milhões de reais, equivalente a 25% da receita de impostos. Também foram aplicados mais de 919 milhões de reais em ações e serviços públicos de saúde, superando o mínimo constitucional previsto de 15% da receita decorrente de impostos e transferências constitucionais e legais.
Os investimentos em educação e saúde reforçam o compromisso do município com políticas públicas essenciais à população.
A execução dos restos a pagar processados alcançou 305,8 milhões de reais, com destaque para o Poder Executivo. Já os restos a pagar não processados somaram 283 milhões de reais, com parte significativa vinculada ao Poder Executivo.
O relatório informa ainda os dados da receita de alienação de ativos, orçamentos detalhados por função e subfunção, bem como informações complementares de garantias, contragarantias e medidas corretivas conforme legislação vigente.