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Congonhas confirma terceiro vazamento em mina, em menos de uma semana

Novo incidente ocorre no dique de Fraile, mina da CSN, após dois vazamentos em áreas da Vale

29/01/2026 às 16:15
Por: Redação

A cidade de Congonhas, localizada na região central de Minas Gerais, registrou na noite da última quinta-feira, 28 de janeiro de 2026, seu terceiro vazamento de água em minas no período de apenas cinco dias. O incidente mais recente foi confirmado no dique de Fraile, que integra a estrutura da mina Casa de Pedra, pertencente à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), reacendendo preocupações sobre a segurança das operações de mineração na área.

 

Este novo episódio segue outros dois vazamentos que ocorreram no mesmo município, no domingo, 25, e na segunda-feira, 27, ambos em áreas sob controle da mineradora Vale. A sequência de ocorrências coloca em alerta as autoridades ambientais e a comunidade local, que acompanha de perto as operações das grandes empresas de mineração atuantes na região de Congonhas.

 

De acordo com informações da prefeitura de Congonhas, o problema mais recente foi detectado durante as vistorias técnicas que já estavam em andamento para fiscalizar os vazamentos anteriores. A equipe municipal identificou um "carreamento de resíduos por enxurrada", atribuindo a causa a "deficiências nos sistemas de drenagem das vias internas da mineradora", o que indica problemas de infraestrutura.

 

"[Foi identificado] carreamento de resíduos por enxurrada, decorrentes de deficiências nos sistemas de drenagem das vias internas da mineradora”.


A prefeitura detalhou que o material carreou em direção ao Rio Maranhão. Apesar de a administração municipal ter garantido que não houve rompimento das estruturas do dique, o incidente foi classificado como um 'dano ambiental moderado'. A CSN foi prontamente notificada pelas autoridades locais para que providências corretivas fossem tomadas.

 

Posicionamento da CSN

Em nota oficial, a Companhia Siderúrgica Nacional se manifestou sobre o ocorrido. A empresa destacou, citando a própria prefeitura de Congonhas, que não foi constatado "qualquer extravasamento, transbordamento, rompimento ou anormalidade em quaisquer das estruturas da barragem ou contenção de sedimentos", buscando minimizar o impacto da notícia.

 

Em relação à alegação da prefeitura sobre o carreamento de resíduos por enxurrada, a CSN argumentou que o problema está "relacionado exclusivamente à drenagem de estradas de terra e acessos da região, assim como eventual carreamento de galhos em decorrência das fortes chuvas". A companhia reiterou que o fato não possui "qualquer relação com barragens ou com as atividades operacionais da Companhia".

 

Os dois vazamentos anteriores, que mobilizaram a fiscalização e levaram à descoberta do incidente na CSN, ocorreram em áreas pertencentes à mineradora Vale e geraram grande repercussão. O governo de Minas Gerais, inclusive, já havia anunciado a intenção de multar a Vale pelos problemas registrados, reforçando a vigilância sobre as operações de mineração no estado.

 

A Agência Nacional de Mineração (ANM) também se pronunciou, afirmando que os vazamentos na Vale não comprometeram as estruturas das minas. A notícia foi atualizada às 10h05 para incluir o posicionamento da CSN, demonstrando o dinamismo da cobertura jornalística diante dos fatos e a busca por todas as versões dos acontecimentos.

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