Dezenove estados e o Distrito Federal encerraram 2025 com a menor taxa de desemprego já registrada na série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, que começou em 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 20 de fevereiro de 2026.
A análise do IBGE indicou que o Brasil teve uma taxa de desemprego de 5,6% ao final de 2025, sendo o menor valor desde o início da coleta de dados. O levantamento considera pessoas com 14 anos ou mais em todos os tipos de ocupação, incluindo trabalhos com e sem carteira assinada, temporários e por conta própria.
Considera-se desocupada a pessoa que buscou emprego nos 30 dias anteriores à pesquisa. O IBGE realizou visitas em 211 mil domicílios em todos os estados e no Distrito Federal.
Entre as unidades federativas, Mato Grosso registrou a menor taxa, com 2,2%, seguido por Santa Catarina e Mato Grosso do Sul, com 2,3% e 3%, respectivamente. Rondônia, apesar de não ter registrado uma queda, fechou com 3,3%, o quarto menor índice do país.
Enquanto todos os outros estados apresentaram queda, o Amazonas manteve sua taxa em 8,4% em relação a 2024.
Dos 27 estados, 12 ficaram abaixo da média nacional de desemprego. Entretanto, grandes disparidades ainda existem, principalmente em estados do Nordeste, que enfrentam as taxas mais altas de desemprego.
No topo do ranking de menor desemprego, além de Mato Grosso e Santa Catarina, estão estados como Mato Grosso do Sul (3%), Espírito Santo (3,3%) e Paraná (3,6%). Já a média nacional foi de 5,6%, e estados como Bahia e Pernambuco registraram taxas acima de 8%.
O estudo do IBGE também trouxe à tona a questão da informalidade no mercado de trabalho, que alcançou 38,1% em 2025. As regiões Norte e Nordeste têm índices significativamente mais altos, com o Maranhão liderando com 58,7% de informalidade.
Trabalhadores informais não usufruem de direitos como previdência, 13º salário, seguro-desemprego e férias remuneradas.
No contexto econômico, o analista da pesquisa, William Kratochwill, destacou que o desempenho positivo de 2025 é um reflexo do dinamismo do mercado de trabalho e do aumento do rendimento real dos trabalhadores.
"A mínima histórica é consequência do dinamismo no mercado de trabalho", afirmou William Kratochwill.