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Especialista defende gestão humanizada em debate sobre cidades inteligentes no TCE-MT

Professor destaca que cidades inteligentes devem colocar a qualidade de vida no centro das decisões administrativas

30/03/2026 às 16:00
Por: Redação

No contexto do segundo módulo do MBA em Gestão de Cidades promovido pelo Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), o professor Felipe Horst Hammel destacou a necessidade de priorizar o aspecto humano no desenvolvimento de cidades inteligentes, em evento realizado na sexta-feira, dia 27.

 

Durante o módulo intitulado “Gestão Estratégica de Cidades Inteligentes”, Felipe Horst Hammel, que também coordena o setor de Cidades Inteligentes do Parque Tecnológico de São José dos Campos, ressaltou que a tecnologia deve ser utilizada como ferramenta para integrar serviços públicos, promover a inclusão social e elevar a qualidade de vida dos habitantes.

 

De acordo com o especialista, o conceito de cidade inteligente não se restringe a grandes centros urbanos ou municípios com elevados recursos financeiros. Ele frisou que o modelo pode ser aplicado a qualquer realidade municipal, independentemente do porte populacional.

 

“A cidade inteligente é aquela que tem o ser humano no centro das suas operações e que tem a qualidade de vida como meta principal”, afirmou Felipe Horst Hammel.

 

Na avaliação do docente da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a abordagem das cidades inteligentes deve orientar o planejamento urbano, guiando instrumentos como o plano plurianual (PPA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LOA).

 

A importância da tecnologia como meio

Ao discorrer sobre as diferenças entre cidades digitais e cidades tecnológicas, o professor destacou que o ponto central não está nos sistemas, mas na organização dos serviços públicos para atender a população de forma eficiente. Segundo ele, a tecnologia deve ser compreendida como um meio, e não como objetivo final dos projetos urbanos.

 

“A tecnologia é um meio. Qualquer metodologia tem que ser um meio. Nós, enquanto servidores, precisamos ser um meio para a qualidade de vida das pessoas. Esse é o real sentido da cidade inteligente”, declarou Felipe Horst Hammel.

 

Felipe alertou que os investimentos em soluções tecnológicas precisam considerar os desafios estruturais presentes nos municípios. Ele afirmou que não há sentido em proporcionar avanços tecnológicos sem antes enfrentar questões como a vulnerabilidade social, hospitais superlotados e escolas que não acompanham processos evolutivos, ressaltando que estes são desafios constantes que exigem inteligência na gestão.

 

No decorrer do encontro, foram discutidos temas como histórico e conceito de cidades inteligentes, transição do modelo smart city para o human smart, dimensões urbanas dessas cidades, métodos de planejamento estratégico, integração e governança pública, inovação no ambiente urbano, instrumentos e métodos de gestão e o papel do governo digital.

 

Iniciativa do TCE-MT para aprimoramento da gestão pública

O MBA em Gestão de Cidades, coordenado pelo conselheiro Alisson Alencar, é realizado em parceria com a Faculdade Autônoma de Direito (Fadisp) e integra as ações do conselheiro-presidente Sérgio Ricardo, que busca qualificar gestores públicos, modernizar a administração municipal e aperfeiçoar os serviços oferecidos à população.

 

Com mais de 1.400 participantes nesta edição, o curso totaliza 360 horas de carga horária, divididas em 24 módulos. As aulas são conduzidas por especialistas provenientes de diferentes regiões do Brasil, no auditório da Escola Superior de Contas, com transmissão ao vivo pela TV Contas (Canal 30.2) e no canal do TCE-MT no YouTube.

 

Informações adicionais sobre o evento podem ser obtidas por meio do e-mail imprensa@tce.mt.gov.br ou pelo telefone 3613-7561.

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