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Exposição debate violência contra mulheres no Centro Cultural José Octávio Guizzo

Mostra reúne 14 artistas sul-mato-grossenses e encerra o Circuito Coletiva Dorcelina Folador

09/04/2026 às 14:45
Por: Redação

A mostra coletiva "O Grito que Ecoa" foi instalada na sala Wega Nery, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, marcando a terceira e última etapa do Circuito Coletiva Dorcelina Folador em Campo Grande. Após passar pelo Museu da Imagem e do Som (MIS) e pela Galeria de Vidro localizada na Esplanada Ferroviária, a exposição prossegue sua proposta de circular por diferentes ambientes culturais da cidade.

 

Esta exposição reúne obras de 14 artistas mulheres que vivem no Mato Grosso do Sul, abrangendo linguagens como pintura, trabalhos em arte têxtil, objetos, instalações e ações performáticas. Todas as produções tratam de temas como feminicídio, violência de gênero e impunidade. Em cada local visitado pelo circuito, as obras foram adaptadas para estabelecer um novo diálogo tanto com o espaço quanto com o público.

 

O conceito central do projeto é usar a arte como uma forma de denúncia e memória coletiva. No contexto do estado, que apresenta índices elevados de violência contra mulheres, a mostra busca converter experiências de silenciamento em presença e visibilidade, destacando a importância de dar evidência ao que historicamente foi ocultado.

 

O Circuito Coletiva Dorcelina Folador foi idealizado por artistas mulheres LGBTQIAPN+ do Mato Grosso do Sul. A iniciativa pretende ocupar diferentes territórios culturais para ampliar o alcance do público e garantir que as narrativas femininas permaneçam integradas ao cotidiano da cidade. Esta terceira fase representa o encerramento do circuito e integra todas as experiências acumuladas nas montagens anteriores.

 

No dia 10 de abril, data de abertura da exposição, haverá uma programação que inclui declamação de poesia por Pretisa, apresentação do artesanato de Loren Berlin e shows musicais com Bruna Costa, Vitória Queiroz e o projeto Carne Viva. O evento também contará com rodas de conversa entre artistas e curadoria, formato de encontro que já foi realizado nas etapas anteriores e retorna com o objetivo de promover espaços de escuta, troca e continuidade das discussões.

 

Como novidade desta última fase, a exposição passa a contar com o Banco Vermelho, projeto voltado ao enfrentamento ao feminicídio. O banco integra o espaço expositivo, cumprindo funções de memória, denúncia e conscientização. A presença desse elemento reforça o compromisso do circuito com ações concretas que buscam enfrentar a violência de gênero para além da dimensão simbólica.

 

A visita à exposição é gratuita. O público pode conferir as obras na Galeria Wega Nery, localizada no Centro Cultural José Octávio Guizzo, a partir das 19h do dia 10 de abril de 2026.

 

Serviço:

Local: Galeria Wega Nery – Centro Cultural José Octávio Guizzo

Data: 10 de abril de 2026

Horário: 19h

Entrada gratuita

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