Dois empregados de uma concessionária de energia foram detidos em flagrante pela Polícia Civil de Mato Grosso na tarde de quinta-feira, 16 de abril de 2026, na cidade de Lucas do Rio Verde. A ação foi conduzida pela equipe da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) do município, após suspeita de exigência de valores indevidos de um empresário local.
De acordo com as informações apuradas, os suspeitos, um com 26 anos e outro com 29 anos de idade, foram surpreendidos pelos policiais no momento em que tentavam negociar o recebimento de vantagem ilícita. Os dois foram autuados em flagrante sob acusação do crime de concussão.
As investigações tiveram início após o empresário procurar a Polícia Civil para relatar um suposto caso de extorsão envolvendo funcionários da concessionária de energia. Segundo o relato, a abordagem dos suspeitos começou no dia 14 de abril, quando realizaram uma vistoria no estabelecimento da vítima.
No dia seguinte à vistoria, os mesmos funcionários retornaram ao local sob alegação de terem identificado uma ligação clandestina de energia. Eles propuseram então um acordo financeiro, exigindo o pagamento de quinze mil reais para que a empresa não fosse autuada pela suposta irregularidade.
A tentativa de concluir a transação aconteceu na tarde do dia 16, quando os suspeitos, ainda uniformizados, voltaram à empresa. No momento em que pressionavam o empresário para efetuar o pagamento, os policiais civis da Derf realizaram o flagrante. A vítima afirmou que adquiriu a empresa recentemente e declarou não ter conhecimento de qualquer ligação irregular no sistema elétrico do estabelecimento.
Mesmo diante da alegação de desconhecimento, a exigência de pagamento para evitar autuação caracteriza, conforme a legislação, a prática do crime de concussão.
Depois de reunidas as evidências e efetuada a prisão, os dois funcionários foram levados até a delegacia. Lá, prestaram depoimento à delegada Paula Moreira Barbosa e, em seguida, tiveram a prisão em flagrante formalizada pelo crime de concussão. Ambos foram colocados à disposição do Poder Judiciário para as providências legais cabíveis.