A cerimônia da 68ª edição do Grammy em 2026 destacou-se não apenas pela consagração de talentos musicais, mas também pelos discursos incisivos contra políticas do governo dos Estados Unidos. Realizada no domingo, 1º de fevereiro, a gala premiou artistas como Caetano Veloso, Maria Bethânia e Kendrick Lamar.
Os brasileiros Caetano e Bethânia ganharam o prêmio de Melhor Álbum de Música Global com o trabalho "Caetano e Bethânia Ao Vivo". A turnê de 2024/2025 foi um sucesso de público, lotando estádios em todo o Brasil. Bethânia tornou-se a primeira cantora brasileira a receber um Grammy.
Kendrick Lamar foi o maior vencedor da noite, arrebatando cinco prêmios, incluindo Melhor Álbum de Rap e Gravação do Ano. No entanto, a cerimônia também chamou atenção pelas críticas direcionadas ao presidente Donald Trump e ao Immigration and Customs Enforcement (ICE).
O apresentador Trevor Noah satirizou Trump em seu discurso, referindo-se ao desejo do presidente de adquirir a Groenlândia e mencionando os controversos arquivos Epstein. Noah destacou o Grammy como algo desejado pelos artistas tanto quanto Trump deseja territórios.
“Esse é um Grammy que todo artista quer quase tanto quanto Trump quer a Groenlândia”, afirmou Noah.
Bad Bunny, ao receber o prêmio de Melhor Álbum de Música Urbana, criticou a perseguição a imigrantes pelo governo americano.
“Não somos selvagens, não somos animais, não somos alienígenas. Somos seres humanos”, disse o cantor porto-riquenho.
Billie Eilish, outra premiada da noite, expressou sua indignação quanto ao tratamento de imigrantes pelo ICE, fortalecendo o coro de protestos presentes no evento.
“Ninguém é ilegal em terras roubadas. Precisamos continuar lutando”, Eilish enfatizou ao microfone.
Trump respondeu aos comentários por meio de sua plataforma Truth Social, desacreditando a cerimônia e ameaçando processar Noah por difamação. O presidente rejeitou as alegações relacionadas aos arquivos Epstein.