Na noite de terça-feira, 27 de janeiro de 2026, um incêndio consumiu entre seis e sete barracos na comunidade do Dique da Vila Gilda, localizada na zona noroeste de Santos, São Paulo. O incidente ocorreu por volta das 21h e, segundo informações do Corpo de Bombeiros, a área afetada foi de aproximadamente 300 metros quadrados.
Felizmente, não houve registro de mortos ou feridos. Trinta bombeiros foram mobilizados para combater as chamas, contando também com o apoio de moradores locais, que demonstraram solidariedade e coragem durante a ação.
O prefeito da cidade, Rogério Santos, expressou seu agradecimento através de uma rede social: "Meu agradecimento ao Corpo de Bombeiros e à comunidade, que se uniu para evitar que o fogo se alastrasse. Em momentos difíceis, a união faz a diferença."
"A comunidade, com população estimada em cerca de 25 mil pessoas, enfrentou dois incêndios no ano passado," recordou um morador.
O maior deles ocorreu em agosto, destruindo 100 residências, das quais muitas eram palafitas. Na ocasião, uma morte foi registrada e 331 famílias foram afetadas, sendo que 33 famílias precisaram ser abrigadas temporariamente.
Em uma tentativa de reurbanizar a área, a prefeitura de Santos firmou, em outubro do ano passado, um contrato de cooperação técnica com o governo federal para regularizar as áreas pertencentes à União no Dique da Vila Gilda. Essa iniciativa faz parte do projeto de reurbanização contemplando cerca de 4.600 imóveis.
O próximo passo, segundo o município, será a criação de um comitê gestor para operacionalizar o plano de trabalho. Esse comitê terá membros designados pela prefeitura e pelo governo federal, focando em melhorias como saneamento básico, regularização de ligações elétricas e abertura de novas ruas.
O projeto de urbanização inclui a construção do Parque Palafitas, com unidades de madeira e painéis pré-moldados instalados sobre 212 estacas, orçado em 29 milhões de reais. Mais 60 moradias com estrutura modular serão construídas na Vila Gilda, ao custo de 22 milhões de reais.