Mato Grosso do Sul destacou-se, nos últimos dez anos, por sua transformação econômica estruturante, passando de uma economia baseada na agropecuária para um papel de protagonista nacional na agroindústria e indústria de transformação. O Estado, atualmente, lidera o crescimento industrial no Brasil.
De acordo com o IBGE, o valor da transformação industrial (VTI) do Estado cresceu 179%, saindo de 12,2 bilhões de reais para 34 bilhões de reais. O VTI mede a riqueza gerada entre o valor da produção e o custo dos insumos utilizados.
Para Jaime Verruck, secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento, o avanço está diretamente relacionado à estratégia estadual de agregar valor à produção primária, fortalecer a agroindústria e seguir uma agenda verde, unindo crescimento econômico, sustentabilidade e inovação tecnológica.
"O desempenho torna o setor um dos pilares estratégicos do desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul", destacou Verruck.
O Estado também se destaca na transição energética, sendo o quarto maior produtor de etanol no Brasil e o segundo de etanol de milho. Com 22 usinas em operação e três novas em desenvolvimento, Mato Grosso do Sul mantém diálogo com o setor produtivo, buscando um ambiente competitivo e sustentável.
Sérgio Longen, presidente da Fiems, ressaltou que o crescimento está vinculado ao ambiente favorável a investimentos, construído por entidades como a Federação das Indústrias e a Fecomércio. Com 90 bilhões de reais em investimentos privados, o Estado cria condições para que empresas se estabeleçam com eficiência e acolhimento.
Longen afirmou que "Mato Grosso do Sul cresce a dois dígitos, muitas vezes superando China, devido a essa estrutura que incentiva novas instalações".
O avanço na industrialização e na diversificação de produtos, como biocombustíveis e proteína animal, coloca o Estado como um polo da indústria agro. Essa transformação é prioridade para o setor privado e o governo.
A trajetória de empresas como a Metalfrio e a Usina Sonora exemplifica esse sucesso. A Metalfrio, líder em refrigeração comercial, consolidou sua operação em Três Lagoas, gerando mais de mil empregos diretos. Luiz Eduardo M. Caio, executivo da empresa, destaca que a infraestrutura e os incentivos fiscais foram fundamentais para essa evolução.
"A operação consolidada permite uma produção de meio milhão de equipamentos por ano, reforçando a diversificação econômica", acrescentou Caio.
Na Usina Sonora, a produção de açúcar e etanol fortalece a matriz energética do país. Com uma capacidade de 90 mil metros cúbicos anuais de etanol, a empresa é um dos maiores empregadores locais, gerando desenvolvimento econômico e social na região.
À medida que Mato Grosso do Sul se aproxima de completar 50 anos de desenvolvimento industrial bem-sucedido, mantém o compromisso de investir em sustentabilidade e crescimento socioeconômico, com projetos inovadores que promovem a transição para uma economia de baixo carbono.