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Ministro Mendonça afirma que juiz deve assumir responsabilidades sem buscar estrelato

Ministro do STF destaca humildade e responsabilidade no exercício da magistratura em palestra na OAB-RJ

20/03/2026 às 19:52
Por: Redação

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, relator das investigações sobre o Banco Master, declarou nesta sexta-feira, 20 de março, que o papel do juiz não é buscar ser uma estrela, mas sim assumir suas responsabilidades com seriedade e compromisso. A fala ocorreu durante uma palestra promovida pela seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Rio de Janeiro, onde o ministro enfatizou a importância da humildade e da diligência na magistratura.

 

Ao expor seu posicionamento, Mendonça ressaltou que não pretende ser visto como uma figura especial ou uma esperança infalível, mas sim como alguém que deseja agir de forma justa e correta, fundamentado nos motivos adequados. A fala, que repercute no contexto das investigações sobre fraudes envolvendo o Banco Master, reforça a necessidade de equilíbrio e responsabilidade no exercício da judicatura em situações delicadas.

 

A visão do ministro sobre o papel do juiz

Durante o evento na OAB, o ministro destacou que “o papel do bom juiz não é ser estrela. É simplesmente assumir a responsabilidade e julgar”. Ele frisou ainda sua postura pessoal, baseada em sua fé cristã, ao afirmar que busca julgamento justo com a ajuda de Deus. Mendonça também comentou sobre a relevância da tranquilidade na tomada de decisões, apontando que coragem não está ligada a atitudes arrogantes ou a elevar o tom da voz, mas sim à capacidade de manter a calma diante das adversidades.


“Coragem é a capacidade de, no meio da adversidade, ter paz e tranquilidade para tomar as decisões. Coragem não é falar alto, não é ser arrogante, não precisa subir o tom da voz.”


Esse posicionamento foi contextualizado diante de sua recente assunção à relatoria do inquérito que investiga fraudes no Banco Master, uma investigação que ganhou destaque nacional e que tem como alvo principal o banqueiro Daniel Vorcaro. Esta decisão sucedeu o pedido de afastamento do ministro Dias Toffoli do caso.

 

Contexto e implicações das investigações

O Banco Master tem sido alvo de investigações da Polícia Federal por suspeitas de fraudes, o que acabou abalando o sistema bancário brasileiro. Mendonça assumiu a relatoria do processo após Toffoli solicitar deixar o inquérito, e dentre os envolvidos está o fundo de investimento Arleen, ligado ao Banco Master, que adquiriu o resort Tayayá, do qual Mendonça é um dos sócios. A situação complexa exige cuidados e transparência na condução das apurações.


“Não tenho a pretensão de ser uma esperança ou alguém com dom especial, mas quero fazer o que é certo, pelos motivos certos.”


Nos últimos meses, o ministro prorrogou o inquérito que apura as fraudes no Banco Master e também desobrigou o antigo sócio da instituição de prestar depoimento na CPMI do INSS, movimentações que demonstram a dinâmica e a complexidade da condução judicial no caso.

 

Com essa postura, André Mendonça busca garantir que a investigação ocorra com serenidade, responsabilidade e compromisso ético, reforçando o papel do judiciário como instituição imparcial e justa frente a casos de grande repercussão nacional.

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