No dia 24 de março de 2026, a Polícia Civil do Estado de Mato Grosso, com o apoio da Polícia Civil do Estado de Goiás, realizou a Operação Bomba de Sonhos. A ação teve como objetivo cumprir determinações judiciais relacionadas a um grupo suspeito de envolvimento em crimes de estelionato virtual.
Durante a operação, foram executados 18 mandados judiciais no município de Campo Verde, localizado a 131 quilômetros ao sul da capital Cuiabá. Dentre as ordens cumpridas, estão nove mandados de prisão preventiva e nove mandados de busca e apreensão em residências.
As investigações, conduzidas pela Polícia Civil de Goiás, visam apurar a atuação dos suspeitos em golpes eletrônicos da modalidade conhecida como “falso intermediário”. De acordo com o delegado da Delegacia de Campo Verde, Gabriel Conrado, os levantamentos apontam que o grupo operava de maneira remota a partir de Campo Verde, porém o foco das ações criminosas estava direcionado principalmente a vítimas no estado de Goiás.
Segundo o delegado Gylson Ferreira, da Polícia Civil de Goiás, o esquema consistia em se passar por intermediários em negociações comerciais, induzindo as vítimas a efetuar pagamentos que, posteriormente, eram desviados para contas bancárias controladas pelos investigados.
“As investigações seguem em andamento e novas diligências não estão descartadas, com o objetivo de identificar outros possíveis envolvidos e ampliar o alcance das medidas judiciais”, destacou o delegado Gylson Ferreira.
No total, 45 policiais civis estiveram envolvidos na execução dos mandados. Participaram equipes das Delegacias de Campo Verde, Poxoréu e Paranatinga, além da Delegacia Municipal, Delegacia de Repressão a Roubos e Furtos, Delegacia Regional, Delegacia da Mulher e o Núcleo de Inteligência, todos pertencentes à Delegacia Regional de Primavera do Leste.
O nome dado à operação, Bomba de Sonhos, faz referência a uma empresa de fachada supostamente ligada a um dos investigados. Essa empresa teria, segundo as investigações, sido criada especificamente com o objetivo de movimentar e ocultar os valores obtidos por meio das fraudes praticadas pelo grupo criminoso.