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Polícia Civil desfaz rede de golpe do 'falso advogado' com conexões interestaduais

Operação revela esquema de fraude eletrônica conduzido até de dentro de presídio

06/03/2026 às 15:30
Por: Redação

A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF), através da Delegacia Especial de Repressão aos Crimes Cibernéticos (DRCC) do Departamento de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção (DECOR), concluiu uma investigação que resultou na desarticulação de um sofisticado esquema de fraude eletrônica. Conhecido como o golpe do “falso advogado”, o crime envolvia contatos fraudulentos visando extorquir vítimas vulneráveis.

 

A operação contou com a colaboração da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul (PCMS), que atuou através do Departamento de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (DRACCO), da Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Fronteira (DEFRON) e de delegacias locais em Caarapó e Juti. Ações foram realizadas em Dourados e Juti/MS.

 

Modus operandi do golpe

O esquema consistia em contato com a vítima por meio de aplicativos de mensagens, nos quais os criminosos se passavam por advogados ligados a casos judiciais reais. Usando informações pessoais e imagens dos verdadeiros advogados, induziam a vítima a acreditar na necessidade de transferências financeiras urgentes para prosseguir com um processo legal. Em um caso específico, a vítima, uma pessoa idosa, realizou transferências para contas controladas pela quadrilha. Os golpistas quase conseguiram um segundo pagamento quando o crime foi detectado.


Parte da comunicação do golpe foi feita de dentro de uma penitenciária em Dourados/MS, expondo a ousadia dos envolvidos.


A investigação também descobriu o envolvimento de uma advogada registrada na Ordem dos Advogados do Brasil, que teria sido fundamental para ocultar a origem ilícita dos fundos. O grupo foi eficaz em tornar os valores obtidos com o golpe mais difíceis de rastrear.

 

Indiciamentos e repercussões

Seis indivíduos foram identificados e indiciados por crimes de estelionato eletrônico, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As penas para essas acusações, quando somadas, podem totalizar até 26 anos de prisão. A investigação destacou a capacidade adaptativa do grupo e a sofisticação das técnicas empregadas na execução do golpe.


As autoridades ressaltaram a importância de operações conjuntas para enfrentar o crescente problema das fraudes eletrônicas, destacando o intercâmbio interestadual de informações e estratégias.


Com o desmantelamento dessa organização criminosa, as forças policiais demonstraram um compromisso contínuo em proteger os cidadãos de crimes cibernéticos, reforçando medidas de segurança e prevenção a fraudes no ambiente digital. A ação detém não só os responsáveis, mas também abre caminho para aprimorar a colaboração entre diferentes jurisdições nas atividades anti-fraude futuras.

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