A polícia britânica realizou buscas na sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, na antiga mansão de Andrew Mountbatten-Windsor, irmão do rei Charles. A ação ocorreu após a publicação de uma foto do ex-príncipe, detido, na primeira página de diversos jornais.
Andrew, de 66 anos, foi detido sob suspeitas de má conduta no exercício de função pública. A investigação foca em alegações de que ele teria compartilhado documentos confidenciais do governo britânico com Jeffrey Epstein, financiador controverso e condenado por crimes sexuais.
Na quinta-feira, dia de seu aniversário, Andrew foi liberado após 10 horas em custódia e permanece sob investigação. A foto divulgada pela Reuters mostrava o ex-príncipe abatido e com expressão de descrença em um Range Rover.
Andrew, ex-oficial da Marinha e favorito da Rainha Elizabeth, sempre negou irregularidades com Epstein. Contudo, documentos dos EUA revelaram que ele manteve a amizade mesmo após a condenação de Epstein por prostituição de menor em 2008.
Esses arquivos apontam que Andrew encaminhou a Epstein relatórios britânicos sobre investimentos no Afeganistão e avaliações de mercados que visitou como representante do governo.
A detenção de Andrew, oitavo na linha de sucessão ao trono, é inédita na história moderna da realeza. O último real preso foi Carlos I, decapitado por traição em 1649.
Em 2025, o Rei Charles retirou o título de Andrew e ordenou sua saída de Windsor. Esta semana, Charles manifestou "profunda preocupação" com a prisão do irmão.
“O que se segue agora é o processo completo, justo e adequado pelo qual esta questão será investigada da maneira apropriada e pelas autoridades competentes.”
O caso continua sob investigação, atraindo atenção global e levantando questionamentos sobre relações passadas de Andrew.