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Polícia pede prisão preventiva de homem por feminicídio em Coxim

Márcio Pereira da Silva é suspeito de matar sua ex-esposa Nilza de Almeida Lima em fevereiro

10/03/2026 às 21:25
Por: Redação

Na tarde de hoje, 10 de março, a Delegacia de Atendimento à Mulher de Coxim apresentou um pedido de conversão da prisão temporária para preventiva de Márcio Pereira da Silva, de 46 anos. Ele é acusado de matar sua ex-esposa, Nilza de Almeida Lima, de 50 anos, no dia 22 de fevereiro. O crime ocorreu na residência da vítima, onde ela foi ferida fatalmente com uma faca na região abdominal.

 

Atualmente, tanto Márcio quanto o filho do casal, de 22 anos, estão presos de forma temporária desde a prisão em flagrante, com detenção prevista por até 30 dias. A detenção inicial foi baseada no histórico de violência doméstica e em inconsistências nos depoimentos, intensificadas pelas imagens das câmeras de vigilância próximas ao local do crime.

 

Evidências e novos depoimentos

Durante a reavaliação dos depoimentos, foram coletados novos elementos de prova, incluindo imagens de câmeras e entrevistas com 23 testemunhas. Essas incluíram familiares, vizinhos e policiais envolvidos na ocorrência, ajudando a traçar o cronograma dos suspeitos no dia do crime. Confrontando esses dados, foram identificadas discrepâncias significativas nos relatos de Márcio.


Uma vizinha relatou ter ouvido o filho afirmando: meu pai acertou ela.


O laudo necroscópico, somado a uma gravação que mostra a vítima por volta das 3h17, indicou a presença dos suspeitos durante o crime. Márcio só saiu em busca de ajuda 4h17, quando Nilza já estava morta há aproximadamente 50 minutos.

 

Descobertas adicionais e análise das autoridades

No decorrer das investigações, a faca usada no crime foi encontrada em uma fase posterior de busca pela equipe da delegacia, situada debaixo do sofá no local do crime. Esse utensílio apresenta manchas que correspondem com sangue, diferente das outras facas coletadas no dia incidente que deram negativo nos testes.


A análise confirmou a coerência nas declarações feitas pelo filho da vítima.


Sob essas circunstâncias, ficou evidente que Márcio, e não o filho, cometeu o ato. Assim, a polícia solicitou a prisão preventiva de Márcio e a revogação da prisão provisória do jovem. A investigação ainda espera a conclusão de alguns laudos periciais, que exigem um tempo maior.

 

O pedido feito pela Autoridade Policial deverá ser avaliado pelo Ministério Público e pelo Judiciário nos próximos dias.

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