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Renúncia de Claudio Castro provoca mudança no comando do governo do Rio

Desembargador Ricardo Couto assume governo após saída de Castro; eleição indireta será organizada e julgamento no TSE segue em andamento.

24/03/2026 às 18:00
Por: Redação

A saída do então governador Claudio Castro do comando do Rio de Janeiro ocorreu nesta segunda-feira, dia 23, com o objetivo de disputar uma cadeira no Senado Federal durante as eleições majoritárias agendadas para outubro deste ano.

 

Com a vacância do cargo de governador, a chefia do Executivo estadual passou, de forma temporária, para o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto. Essa solução se deu devido ao fato de que o vice-governador, Thiago Pampolha, deixou o cargo em 2025 para assumir um posto no Tribunal de Contas do Estado do Rio de Janeiro (TCE-RJ), e o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar, está afastado e licenciado de suas funções.

 

Rodrigo Bacellar, que desde 10 de dezembro de 2025 não exerce a presidência da Alerj, renovou recentemente o pedido de licença do mandato. Bacellar foi preso em 3 de dezembro durante a Operação Unha e Carne, conduzida pela Polícia Federal, sob a suspeita de ter repassado informações sigilosas referentes à investigação envolvendo o ex-deputado estadual Thiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH Joias. Este último é acusado de atuar na intermediação de compra e venda de armamentos para o Comando Vermelho, considerada a principal facção criminosa do estado.

 

De acordo com os investigadores, as mensagens interceptadas fundamentaram a decisão do Supremo Tribunal Federal que determinou tanto a prisão quanto o afastamento de Bacellar da liderança da Assembleia Legislativa.

 

Pela legislação vigente, o presidente do Tribunal de Justiça tem a responsabilidade de organizar, dentro do prazo de dois dias, uma eleição indireta. Neste processo, os 70 deputados estaduais deverão, em até 30 dias, eleger um nome para conduzir o governo estadual no chamado mandato-tampão até a realização das próximas eleições para o governo do Rio, previstas para outubro.

 

Processos judiciais e julgamento no TSE

 

Claudio Castro é réu em processo que tramita no Tribunal Superior Eleitoral, onde pode ser declarado inelegível devido a acusações de abuso de poder político e econômico durante a campanha de reeleição de 2022.

 

Com a sua renúncia, o pedido de cassação do mandato de Castro perde efeito, porém, subsiste a possibilidade de o ex-governador ser condenado à inelegibilidade, o que o impediria de disputar cargos eletivos ainda neste ano.

 

Está previsto que o julgamento no TSE seja retomado nesta terça-feira, dia 24, a partir das 19h. Em sessão anterior, realizada em 10 de março, o julgamento havia sido interrompido por um pedido de vista do ministro Nunes Marques. Até o momento, dois votos foram computados pela cassação de Castro, restando cinco votos para a conclusão do julgamento.

 

Além de Claudio Castro, também são alvos do mesmo julgamento o ex-vice-governador Thiago Pampolha, o deputado Rodrigo Bacellar, que chegou a ocupar a Secretaria de Governo de Castro, e Gabriel Rodrigues Lopes, ex-presidente da Fundação Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro (Ceperj).

 

Os envolvidos são acusados de efetuar contratações consideradas irregulares tanto na Ceperj quanto na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

 

O Ministério Público Eleitoral atribui a Castro a obtenção de benefício eleitoral por meio da contratação de servidores temporários sem respaldo legal, bem como pela descentralização de projetos sociais com envio de recursos a entidades não vinculadas à administração pública estadual.

 

Segundo a acusação, a descentralização de recursos possibilitou a contratação de 27.665 pessoas, o que resultou em um gasto total de 248 milhões de reais.

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