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Tesouro Direto registra vendas históricas em fevereiro

Programa atinge 8,25 bilhões de reais em vendas e amplia base de investidores em fevereiro

24/03/2026 às 19:36
Por: Redação

O Tesouro Direto alcançou em fevereiro o maior volume de vendas desde o início do programa para este mês, somando 8,25 bilhões de reais em transações realizadas por pessoas físicas pela internet, de acordo com informações divulgadas pelo Tesouro Nacional na terça-feira (24).

 

Esse resultado representa um aumento de 43,2% em comparação com o mesmo período do ano anterior, quando o total de vendas atingiu 5,76 bilhões de reais. Por outro lado, houve redução de 31,4% em relação a janeiro, mês em que foi registrado o maior volume de vendas para todos os meses do programa, impulsionado especialmente pela troca de títulos prefixados vencidos por outros papéis.

 

Entre os títulos comercializados em fevereiro, os atrelados à taxa básica de juros corresponderam a 49% das vendas totais. Já os títulos corrigidos pela inflação, vinculados ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), representaram 29,8% do volume, enquanto os papéis prefixados, que fixam juros no momento da emissão, responderam por 13%.

 

Títulos com destinação específica também se destacaram: o Tesouro Renda+, criado para o financiamento de aposentadorias e lançado no início de 2023, respondeu por 6,4% das vendas em fevereiro. O Tesouro Educa+, lançado em agosto de 2023 e destinado à formação de poupança para o ensino superior, somou 1,9% das operações no período.

 

O elevado interesse por títulos atrelados à taxa básica de juros foi motivado pelo patamar elevado da Selic, que estava em 10,5% ao ano até setembro de 2024, mas passou a 14,75% ao ano. Com os juros elevados, esses papéis mantêm-se atrativos para os investidores. Os títulos indexados à inflação também atraíram demanda devido à expectativa de aumento do índice oficial de preços nos próximos meses.

 

Número de investidores e perfil das operações

 

O número de participantes do Tesouro Direto teve acréscimo de 222.220 pessoas em fevereiro, elevando o total para 34.809.947 investidores cadastrados no programa. No período de 12 meses, esse contingente cresceu 9,66%. Dentre esses, 3.457.211 investidores estavam ativos, ou seja, com operações em aberto, o que representa aumento de 14,23% no mesmo intervalo.

 

A predominância de pequenos investidores ficou evidente: 75,3% das 805.676 operações de venda de títulos realizadas em fevereiro corresponderam a valores de até 5 mil reais. Aplicações de até 1 mil reais representaram 51,7% do total dessas operações. A média por operação ficou em 10.242,74 reais.

 

Para o perfil de vencimento dos papéis negociados, houve preferência por títulos de prazos mais curtos e intermediários. Aqueles com vencimento em até cinco anos corresponderam a 52,6% do volume total vendido. Papéis com prazo entre cinco e dez anos responderam por 28,5%. Já os títulos com prazo superior a dez anos representaram 18,9% das vendas.

 

Evolução do estoque e captação de recursos

 

No encerramento de fevereiro, o estoque total de títulos públicos adquiridos por meio do Tesouro Direto atingiu 226,93 bilhões de reais, registrando aumento de 3,03% em relação ao mês anterior, quando estava em 220,24 bilhões de reais. Em comparação com janeiro do ano passado, o crescimento foi de 38,36%, uma vez que o estoque estava em 164,02 bilhões de reais naquele período. Essa elevação é decorrente da correção dos papéis pelos juros e da diferença positiva entre vendas e resgates, que resultou em captação líquida de 4,65 bilhões de reais durante o mês.

 

O Tesouro Direto, lançado em janeiro de 2002, tem como objetivo democratizar o acesso à compra de títulos públicos federais, permitindo que pessoas físicas adquiram esses papéis diretamente do Tesouro Nacional via internet, sem a necessidade de intermediação de instituições financeiras. Para operar, o investidor paga uma taxa à B3, bolsa de valores do Brasil, cobrada nas movimentações dos títulos.

 

A venda de títulos públicos representa um dos mecanismos utilizados pelo governo federal para captar recursos financeiros, destinados a honrar dívidas e compromissos. O Tesouro Nacional reembolsa o valor investido acrescido de rendimento, que pode variar conforme a Selic, índices inflacionários, câmbio ou taxa prefixada definida no momento da aquisição do papel.

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