O vereador do Rio de Janeiro, Salvino Oliveira Barbosa, foi preso nesta quarta-feira, 11 de março de 2026, pela Polícia Civil. A prisão ocorreu por suspeita de ligação com o Comando Vermelho, considerada a maior facção criminosa do estado.
A operação identificou tentativas de interferência política em locais controlados pelo tráfico. Segundo investigações, Salvino teria negociado com o traficante Edgar Alves de Andrade, conhecido como “Doca”, permissão para fazer campanha na Gardênia Azul.
As investigações apontam que o parlamentar teria oferecido benefícios ao grupo criminoso, camuflados como ações comunitárias. Um exemplo investigado é a instalação de quiosques, cujos beneficiários foram escolhidos pela facção.
Em nota, a assessoria de Salvino afirmou que o gabinete desconhece detalhes oficiais e aguarda esclarecimentos das autoridades. A defesa jurídica já foi acionada para tratar do caso.
A operação, realizada pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado e Lavagem de Dinheiro, busca desmantelar a estrutura do Comando Vermelho. A facção é vista como um cartel com operações interestaduais complexas.
“As provas coletadas indicam uma cadeia de comando e divisão territorial bem definidas”, afirmou a corporação.
O envolvimento de familiares de Márcio dos Santos Nepomuceno, o “Marcinho VP”, também foi identificado. Márcia Gama e Landerson, relacionados a Marcinho VP, são peças centrais, mas estão foragidos.
Investigações descobriram a atuação de falsos policiais militares para obtenção de vantagens ilícitas. Essas práticas não refletem o compromisso da maioria dos agentes de segurança.
“Essas ações representam traição à instituição”, reforçou a polícia.
As investigações ainda indicam uma estrutura criminosa elaborada, com conselhos em níveis distintos, sugerindo cooperação entre Comando Vermelho e PCC. Mesmo após décadas preso, Marcinho VP continua influente na facção.
A investigação também identificou outros líderes como “Doca”, “Pezão” e “Gardenal”, envolvidos em diversas frentes da organização. Os trabalhos seguem para responsabilizar os envolvidos e desmantelar as operações do grupo.