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Zuckerberg nega desenvolver redes sociais para atrair jovens

Executivo da Meta enfrenta julgamento sobre o impacto das redes sociais em jovens

19/02/2026 às 16:05
Por: Redação

O presidente-executivo da Meta Platforms, Mark Zuckerberg, reiterou nesta quarta-feira (18) que a empresa não incentiva menores de 13 anos a usarem suas plataformas, como Facebook e Instagram, durante um julgamento significativo sobre o vício em redes sociais.

 

O advogado Mark Lanier questionou Zuckerberg sobre declarações ao Congresso dos EUA em 2024. Lanier apresentou documentos internos que destacaram questões sobre a política da Meta para menores de idade.

 

O caso

O julgamento envolve uma mulher da Califórnia, que alega que o Instagram e YouTube prejudicaram sua saúde mental desde criança. Ela acusa as plataformas de alimentar sua depressão e busca reparação judicial.

 

As gigantes Meta e Google contestam as acusações e apontam melhorias feitas para proteger os jovens nas plataformas. Destaque para uma apresentação interna de 2018 que menciona o foco em adolescentes pré-adolescentes.

 

"Se quisermos ter sucesso com os adolescentes, precisamos conquistá-los na pré-adolescência", afirmava o documento do Instagram.


 

A defesa de Zuckerberg alegou que Lanier estava distorcendo seus depoimentos anteriores, enfatizando que a Meta busca garantir segurança para os jovens usuários.

 

Reação global

A Meta enfrenta possíveis multas no julgamento em Los Angeles, parte de um crescente movimento legal contra redes sociais por seu impacto em jovens.

 

Um e-mail do ex-vice-presidente de assuntos globais da Meta, Nick Clegg, questiona a eficácia dos limites de idade nas plataformas, acusação que Zuckerberg contesta.

 

Tempo de tela

Lanier apresentou e-mails de 2014-2015, onde Zuckerberg estabelecia metas para aumentar o tempo de uso no Instagram. O CEO alegou que essa política mudou.

 

"Discordo veementemente que meu depoimento tenha sido impreciso", afirmou Zuckerberg.


 

Documentos de 2022 indicam um objetivo de aumento no uso diário do aplicativo, negado como meta por Zuckerberg, mas visto apenas como constatação administrativa.

 

Julgamento histórico

É a primeira aparição de Zuckerberg no tribunal sobre o impacto das redes sociais na saúde mental. O advogado Matthew Bergman lidera representações contra várias bigtechs, buscando mudanças no setor.

 

A Meta enfrenta uma série de ações similares nos EUA e pode ver sua defesa jurídica abalada caso o veredicto seja adverso.

 

A legislação americana protegeu por muitos anos essas empresas de responsabilidade, mas os processos atuais focam no design das plataformas.

 

Pesquisa internas revelam que adolescentes frequentemente se sentem mal com a exposição no Instagram, conexão que a Meta ainda está analisando.

 

Nos Estados Unidos, restrições para menores estão sendo debatidas, com a Flórida já implementando limitações rigorosas, gerando contestação legal.

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