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Fraudes bilionárias no setor de combustíveis são alvo de operação

Polícia investiga esquema que movimentou bilhões de reais ilegalmente.

21/10/2025 às 17:59
Por: Redação

Polícia

Nesta terça-feira (21), a Polícia Civil de São Paulo executou seis mandados de busca e apreensão contra uma organização criminosa envolvida na adulteração de combustíveis e lavagem de dinheiro em postos de gasolina. As ações ocorreram nas cidades de Santos, Praia Grande e Araraquara.

Essa operação faz parte do desdobramento da Operação Carbono Oculto, conduzida pela 3ª Divisão de Investigação sobre Crimes contra a Administração e Combate à Lavagem de Dinheiro (Dicca).

Desde agosto, a investigação examina um esquema bilionário de crime organizado no setor de combustíveis. "Operações contra crime no setor de combustíveis bloquearam 3,2 bilhões de reais," conforme uma notícia relacionada.

Conforme informações da polícia, foi detectada adulteração nos combustíveis em um dos postos, além de fraude nas bombas que liberavam menos combustível do que o indicado.

A vistoria contou com o suporte da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), do Instituto de Pesos e Medidas (Ipem) e da Secretaria da Fazenda.

O delegado Tiago Fernando Correia, que lidera a operação, mencionou: “Estamos analisando esses postos para saber se estão em condições adequadas para o consumo, se há sonegação fiscal e descobrir quem são os sócios ocultos com envolvimento nesse esquema criminoso.”

A ação, que está em andamento, mobilizou 32 policiais civis, além das equipes da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Araraquara. Os incidentes serão registrados na 3ª Dicca, do DPPC.

Desde agosto, mais de 300 postos de combustíveis com irregularidades foram localizados pelas autoridades.

O Ministério Público revelou que uma das fraudes era a importação ilícita de metanol, que não era entregue aos destinatários mencionados nas notas fiscais.

O metanol, recebido no Brasil via Porto de Paranaguá, no Paraná, era desviado clandestinamente, sendo utilizado para adulterar combustíveis, colocando em risco motoristas, pedestres e o meio ambiente devido à sua natureza inflamável e tóxica.

Há também sinais de que os investigados simulavam a compra dos postos sem efetuar o pagamento, ameaçando de morte aqueles que cobravam as dívidas. Os lucros eram distribuídos entre uma ampla rede de pessoas, instituições de pagamento e fundos de investimento para ocultar os verdadeiros beneficiários.

Os criminosos recorriam a fintechs para dificultar o rastreamento dos recursos.

Estagiário sob supervisão de Odair Braz Junior

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