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Movimentações de Sóstenes e Jordy ultrapassam 28 milhões de reais

Investigação da PF revela operações financeiras suspeitas vinculadas a parlamentares do PL

19/12/2025 às 18:44
Por: Redação

A Polícia Federal (PF) revelou ao Supremo Tribunal Federal movimentações financeiras suspeitas, totalizando 28,638 milhões de reais, em contas ligadas a assessores dos deputados Sóstenes Cavalcante e Carlos Jordy, ambos do Partido Liberal (PL-RJ). Os dados provêm de relatório parcial divulgado nesta manhã pelo ministro Flávio Dino, que serve de base para a Operação Galho Fraco, deflagrada pela PF visando os mencionados parlamentares.

 

O relatório menciona que 400 mil reais em dinheiro foram encontrados nas propriedades de Sóstenes, que é o líder do PL na Câmara. A operação inclui sete mandados de busca e apreensão, autorizados por Flávio Dino com a anuência da Procuradoria-Geral da República. A ação incluiu buscas pessoais e em imóveis de Jordy e Sóstenes, além de outros locais.

 

Esquemas e acusações

Os parlamentares são suspeitos de utilizar empresas de fachada para locação de veículos, desviando cotas parlamentares destinadas ao custeio de seus gabinetes, incluindo alugueis de carros para deslocamento oficial.


Nas redes sociais, Jordy afirmou estar sendo perseguido por Flávio Dino e negou envolvimento em atividades ilegais.


O deputado descreveu o ocorrido como uma "perseguição implacável", com a PF realizando buscas em sua residência no aniversário de sua filha, por ordem do ministro Dino.

 

Investigação e descobertas

A PF detalhou que, além das quantias desproporcionais à renda declarada, a execução de saques inferiores a 9.999 reais aflorou suspeitas de "smurfing", um método de lavagem de dinheiro que visa evadir controle das autoridades financeiras.


Adailton Oliveira dos Santos, assessor especial, movimentou mais de 11,4 milhões de reais, valor incompatível com sua capacidade econômica, conforme os investigadores.


Itamar de Souza Santana, secretário parlamentar, foi responsável por transações de 5,9 milhões de reais e também foi alvo das buscas realizadas. Conversas via WhatsApp sugerem pagamentos irregulares efetuados por parlamentares, e há forte indício do uso indevido de cotas parlamentares.

 

Enquanto isso, medidas adicionais incluem a quebra de sigilos bancários e telefônicos de envolvidos, além do compartilhamento de informações com a Receita Federal, conforme autorizado por Dino. A Justiça determinou ainda a investigação de doze pessoas físicas e uma pessoa jurídica no âmbito destas apurações.

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