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Mulher agredida e mantida refém é ameaçada de morte com fogo

Vítima e filho menor foram trancados em residência no bairro Jardim Santa Felicidade; suspeito foi preso pela PM.

02/11/2025 às 21:57
Por: Redação
Uma mulher e seu filho menor de um ano foram resgatados de uma residência no bairro Jardim Santa Felicidade, em Campo Grande, no dia 2 de novembro de 2025, após terem sido agredidos e mantidos trancados pelo companheiro da vítima. A Polícia Militar foi acionada para averiguar uma denúncia de descumprimento de medida protetiva de urgência. Segundo o boletim de ocorrência, uma familiar franqueou a entrada da equipe policial no quintal, informando que a vítima e a criança estavam dentro da casa. Em contato através de uma janela, a mulher relatou estar trancada contra a sua vontade e que o suspeito havia ameaçado impedi-la de sair. Ele estaria dormindo em um dos quartos. Diante da situação de risco, a equipe precisou arrombar a porta para ter acesso ao interior do imóvel. Mesmo com o barulho, o suspeito não despertou de imediato. Assim que foi retirada da casa, a vítima apresentava visível estado de desespero e abalo emocional. Ela relatou que, na mesma data, foi agredida fisicamente pelo companheiro, que lhe desferiu socos na cabeça, no nariz e na parte posterior da cabeça. A mulher acrescentou que o homem a obrigou a preparar comida e, em seguida, ligou o gás do fogão, proferindo graves ameaças: "Você não vai confessar que estava com outro, sua vagabunda! Se não confessar, vou tacar fogo e matar todo mundo." Após o episódio, o suspeito se alimentou e retornou ao quarto para dormir até a chegada da guarnição. Durante a abordagem policial, ele confirmou ser usuário de entorpecentes, mas alegou ter ingerido apenas bebida alcoólica no dia. A vítima também declarou que o autor a ameaçou de morte, dizendo que, caso fosse preso, "quando sair, vou te encontrar e te matar onde estiver". O homem foi algemado e encaminhado à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) para as devidas providências. A vítima já havia solicitado uma medida protetiva anteriormente. O casal conviveu por cerca de quatro anos e estava separado há um mês. Ela optou por não receber atendimento médico no local, e o conduzido não apresentava lesões aparentes. Os fatos foram registrados na DEAM, em Campo Grande, em 2 de novembro de 2025, às 10h.

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