A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul, por meio da Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros (Garras), da Delegacia Especializada de Repressão a Roubos e Furtos (DERF) e da Delegacia Especializada de Repressão a Furtos e Roubos de Veículos (DEFURV), atuou na manhã de quarta-feira, dia 25 de fevereiro de 2026, para cumprir mandados de prisão preventiva e busca e apreensão. Esta ação, parte da Operação “Couraça 2”, ocorreu em apoio à Polícia Civil de Minas Gerais e visa desarticular uma complexa organização criminosa interestadual, investigada pela 2ª Delegacia Regional de Polícia Civil de Itajubá, MG, que teria movimentado aproximadamente 9,1 milhões de reais através de estelionato, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
As investigações minuciosas revelaram que o grupo criminoso empregava diversas táticas de fraude, explorando vulnerabilidades digitais para lesar as vítimas. Entre as modalidades identificadas estavam a emissão de boletos falsos para pagamentos, a clonagem sofisticada de anúncios de veículos em plataformas de comércio eletrônico e, de forma particularmente ardilosa, o golpe do falso resgate de pontos de cartão de crédito. Nesta última modalidade, os criminosos enganavam as vítimas com links maliciosos, ganhando acesso remoto aos seus dispositivos móveis para realizar transações financeiras fraudulentas sem qualquer autorização.
As análises bancárias desempenharam um papel crucial na Operação "Couraça 2", permitindo o rastreamento detalhado da vasta movimentação financeira do grupo, que totalizou cerca de 9,1 milhões de reais. Este montante foi pulverizado por diversas contas bancárias, cuidadosamente utilizadas para dificultar a identificação da origem ilícita dos valores e efetivar a lavagem de dinheiro. Ao todo, as investigações culminaram na identificação e indiciamento de 24 indivíduos, todos membros da organização criminosa, cujas ações se estendiam por múltiplos estados, sublinhando a natureza interestadual e a complexidade da rede desmantelada.
A Operação Couraça 2 demonstra o empenho das forças policiais em desmantelar esquemas de estelionato e lavagem de dinheiro que exploram a confiança das vítimas em plataformas digitais e financeiras, protegendo o patrimônio da sociedade.
No âmbito do Estado de Mato Grosso do Sul, a operação resultou no cumprimento de mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça mineira. As detenções ocorreram em duas cidades distintas: em São Gabriel do Oeste, uma mulher de 35 anos foi presa, e na capital, Campo Grande, dois homens, de 33 e 28 anos, também foram capturados. Estes indivíduos são apontados como parte integrante da estrutura criminosa investigada, cujas ramificações atravessam fronteiras estaduais, exigindo uma resposta coordenada das forças de segurança.
Após a conclusão de todas as formalidades legais e procedimentos policiais em Mato Grosso do Sul, os três indivíduos presos serão mantidos sob custódia, aguardando as deliberações do Poder Judiciário do Estado de Minas Gerais. A etapa subsequente envolverá a realização da audiência de custódia, onde as prisões serão formalmente analisadas e as medidas legais cabíveis determinadas, garantindo o devido processo legal para todos os envolvidos na Operação “Couraça 2” e a continuidade da persecução penal.
A cooperação efetiva entre as polícias civis de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul foi essencial para alcançar este significativo resultado no combate a crimes organizados de estelionato e lavagem de dinheiro.
A Operação “Couraça 2” reafirma a capacidade de articulação e resposta das polícias civis brasileiras contra crimes financeiros de grande escala e complexidade, que afetam a segurança econômica dos cidadãos. A desarticulação de grupos que exploram vulnerabilidades digitais e financeiras é crucial para a proteção da sociedade, e os desdobramentos futuros envolverão a continuidade das análises e o aprofundamento das investigações para identificar outros possíveis envolvidos e recuperar os valores ilicitamente obtidos, buscando justiça para as vítimas lesadas pelo esquema fraudulento.