Jair Bolsonaro, ex-presidente do Brasil, recebeu alta médica e deixou o Hospital DF Star no final da tarde desta quinta-feira, 1º de janeiro. Ele foi liberado após permanecer internado desde o dia 24 de dezembro, e seguiu para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde continua preso desde novembro.
Um comboio de segurança composto por batedores da Polícia Militar do Distrito Federal e veículos descaracterizados escoltou Bolsonaro do hospital, localizado na Asa Sul da capital federal, até a sede da PF. Ele está cumprindo pena de 27 anos e 3 meses por envolvimento em uma trama golpista.
Durante a internação, Bolsonaro foi submetido a uma cirurgia para corrigir uma hérnia inguinal bilateral e passou por tratamentos médicos adicionais devido a crises de soluços persistentes. Exames indicaram esofagite e gastrite, o que levou a equipe médica a realizar uma endoscopia.
Os médicos relataram melhora significativa no quadro de soluços, permitindo alcançar a alta planejada sem complicações adicionais.
Após a alta, Bolsonaro voltou à cela na Superintendência da Polícia Federal. Sua defesa havia pedido prisão domiciliar por motivos humanitários, pedido este negado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
Ao rejeitar a solicitação de prisão domiciliar, Moraes afirmou que a defesa não apresentou “fatos supervenientes que pudessem afastar os motivos determinantes da decisão de indeferimento” anteriormente feita. A decisão de prisão domiciliar havia sido previamente negada em 19 de dezembro de 2025.
O documento judicial assegura ao ex-presidente o acesso integral a seus médicos, além de fisioterapia e alimentos fornecidos por sua família.
A situação de Bolsonaro continua a gerar desdobramentos políticos e jurídicos, com seu retorno à prisão representando mais um capítulo relevante em seu histórico jurídico recente. As implicações de sua condenação e as condições de sua detenção permanecem em foco nas discussões nacionais.