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Bolsonaro recebe Michelle na PF após prisão preventiva

Ex-primeira-dama visita marido na Superintendência do Distrito Federal um dia após sua detenção.

24/11/2025 às 08:11
Por: Redação

O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu a visita da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro na tarde deste domingo (23) na Superintendência da Polícia Federal do Distrito Federal. A visita ocorreu um dia após Bolsonaro ser preso preventivamente no sábado (22), e foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com imagens televisivas da rede CNN flagrando o ex-presidente acompanhando Michelle até a saída do prédio.

 

Michelle Bolsonaro estava no Ceará participando de um evento do Partido Liberal (PL) quando foi informada sobre a prisão preventiva de seu esposo. Ela prontamente suspendeu sua agenda de trabalho no estado nordestino e retornou à capital federal na tarde do sábado, expressando seu apoio ao ex-presidente e pedindo orações aos apoiadores por meio de suas redes sociais.

 

Reações e o posicionamento da ex-primeira-dama

Em sua manifestação online, Michelle Bolsonaro compartilhou a preocupação com a filha do casal, Laura, relatando o impacto dos acontecimentos e fazendo um apelo direto ao ex-presidente para que "não desistisse da Laura" e "não desistisse de nós", incentivando-o a "continuar firme". Ela também criticou o ministro Alexandre de Moraes, sugerindo que ele "age com simbologia" ao determinar a detenção de seu marido no dia 22.


"Deus não perdeu o controle de nada. Ele reina. Seu trono tem como fundamento a justiça e o juízo", declarou Michelle Bolsonaro em uma publicação em sua rede social, pedindo para que os apoiadores continuassem orando.


Essa data, 22, é uma referência tanto ao número do Partido Liberal (PL) quanto à multa de 22,9 milhões de reais aplicada à legenda. A sanção foi imposta pelo ministro após o pedido do partido para anular votos do segundo turno da disputa presidencial de 2022, o que foi considerado litigância de má-fé pelo Supremo Tribunal Federal.

 

Detalhes da prisão preventiva e condenação

A prisão preventiva de Jair Bolsonaro foi decretada no sábado (22) por Alexandre de Moraes, ministro do STF, sob a justificativa de um potencial risco de fuga. Essa decisão veio à tona após um incidente registrado na sexta-feira (21), véspera da prisão, quando o ex-presidente teria utilizado solda em uma tentativa de violar sua tornozeleira eletrônica, gerando um alerta para a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seap), órgão responsável pelo monitoramento do equipamento.

 

A defesa de Bolsonaro, no entanto, argumenta que o episódio da tornozeleira eletrônica foi resultado de "confusão mental e paranoia" induzidas pela interação de medicamentos que o ex-presidente estaria utilizando. Os advogados enfatizam que Bolsonaro colaborou integralmente com a troca do equipamento, refutando qualquer intenção ou tentativa de fuga, e pediram prisão domiciliar devido ao estado de saúde.


A defesa de Bolsonaro alegou que a tentativa de violação da tornozeleira eletrônica resultou de "confusão mental e paranoia" provocadas por interação medicamentosa.


Bolsonaro já havia sido condenado a 27 anos e três meses de prisão na ação penal relativa à suposta trama golpista. Na semana anterior à sua prisão preventiva, a Primeira Turma da Corte máxima rejeitou os embargos de declaração apresentados pelo ex-presidente e por outros seis acusados. Esses recursos visavam reverter as condenações e evitar a execução das penas em regime fechado.

 

Com a rejeição definitiva desses embargos, as sentenças para Bolsonaro e os demais réus na referida ação podem ser executadas nas próximas semanas, o que representa um passo crucial no processo judicial e na aplicação das penas estabelecidas pela Justiça brasileira.

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