O ex-presidente Jair Bolsonaro, detido na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília, está alojado em uma cela recém-reformada, com aproximadamente 12 metros quadrados. A detenção ocorreu na manhã de sábado, dia 22 de novembro de 2025, por volta das 6h, sob decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após uma alegada tentativa de violação da tornozeleira eletrônica.
O espaço destinado ao ex-presidente conta com paredes brancas, cama de solteiro, armários, mesa de apoio, televisão, frigobar, ar-condicionado e uma janela, além de um banheiro privativo. Durante o período de custódia na PF, Bolsonaro não terá contato com outros presos, mas será permitido o banho de sol diariamente, conforme as regras da instituição.
Após sua chegada à Superintendência da Polícia Federal, o ex-presidente passou por exames médicos ainda no sábado, dia 22. Ele aguarda a realização da audiência de custódia, prevista para o domingo, quando as condições de sua prisão preventiva serão avaliadas pela Justiça. A decisão que levou à prisão foi proferida pelo ministro Alexandre de Moraes na madrugada do mesmo dia da detenção.
A prisão preventiva foi decretada por haver citação de uma "eventual tentativa de fuga", conforme indicado na decisão do ministro Alexandre de Moraes, motivada pela suposta violação da tornozeleira eletrônica.
O transporte de Jair Bolsonaro até a sede da Polícia Federal, em Brasília, foi realizado sem o uso de algemas e sem qualquer tipo de exposição midiática, seguindo determinações expressas do próprio ministro do Supremo Tribunal Federal. Essa medida visou garantir a integridade e evitar o sensacionalismo em torno da condução do ex-presidente.
Os desdobramentos legais da prisão preventiva de Bolsonaro serão avaliados pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal em uma sessão virtual extraordinária, agendada para segunda-feira. A convocação para esta sessão foi feita pelo ministro Flávio Dino, presidente da turma, para julgar a legalidade e manutenção da medida cautelar imposta.
Este julgamento é um passo crucial no processo, pois a Primeira Turma do STF será responsável por analisar os fundamentos da decisão do ministro Alexandre de Moraes e decidir sobre a continuidade da prisão. A expectativa é que a sessão virtual ocorra com a celeridade necessária para definir a situação jurídica do ex-presidente nos próximos dias.
A detenção e os subsequentes ritos processuais sublinham a complexidade dos casos envolvendo figuras públicas de alto escalão e a importância do devido processo legal. A comunidade jurídica e a sociedade em geral acompanham atentamente as decisões do STF sobre o futuro do ex-mandatário.