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Deputado Sóstenes Cavalcante defende-se de acusações de desvios

Parlamentar alega origem lícita de dinheiro encontrado, fruto da venda de imóvel

19/12/2025 às 17:42
Por: Redação

O deputado Sóstenes Cavalcante, representante do Rio de Janeiro e líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, se posicionou nesta sexta-feira, 19 de dezembro de 2025, negando ter se envolvido em qualquer irregularidade relacionada a desvios de verbas de gabinete. Ele explicou que os 400 mil reais em espécie localizados em sua residência são provenientes da venda de um imóvel.

Durante uma entrevista coletiva realizada no Salão Verde da Câmara dos Deputados, Sóstenes afirmou que não há contratos ilícitos ou lavagem de dinheiro relacionados às suspeitas levantadas pela Polícia Federal. As investigações envolvem contratos de aluguel de veículos para seu gabinete.

 

Oposição sob investigação

O parlamentar alegou que o dinheiro encontrado dentro de um saco plástico em sua casa tem origem lícita, o que será comprovado por seus advogados com registros adequados das transações. Embora não se lembrasse da data da venda do imóvel, explicou que a movimentada agenda de trabalho o impediu de realizar o depósito. "Ninguém pega dinheiro ilícito e bota dentro de casa", salientou.


"O carro sempre esteve aqui, é só olhar as câmeras para buscar e ver se estou colocando algum contrato para ressarcimento ilícito", defendeu-se Sóstenes.


O deputado optou por não divulgar a localização do imóvel vendido, citando questões de privacidade. Quanto aos carros alugados, afirmou que são realmente utilizados em suas atividades, o que descaracterizaria lavagem de dinheiro.

 

Detalhes da Operação Galho Fraco

Sóstenes foi alvo da Operação Galho Fraco, deflagrada nesta sexta-feira, visando desvios de verba parlamentar destinada ao aluguel de carros. A operação incluiu sete mandados de busca, autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que também retirou o sigilo das investigações referentes às emendas parlamentares.


A Polícia Federal identificou movimentações suspeitas totalizando 28,6 milhões de reais em contas ligadas ao deputado e seus assessores.


Sóstenes encara a investigação como uma perseguição política voltada contra opositores de direita, em um momento em que a aproximação das eleições de 2026 intensifica os conflitos políticos. Segundo ele, tais ações pretendem desviar a atenção de contratempos envolvendo adversários do campo político oposto.

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