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Deputado Sóstenes Cavalcante nega envolvimento em desvios de verbas

Parlamentar do PL afirma que valor encontrado em sua casa vem da venda de imóvel

19/12/2025 às 18:46
Por: Redação

O deputado Sóstenes Cavalcante, do PL do Rio de Janeiro, refutou na última sexta-feira (19) qualquer envolvimento em irregularidades relacionadas a desvios de verbas de gabinete. Durante coletiva de imprensa no Salão Verde da Câmara dos Deputados, ele justificou que os 400 mil reais encontrados em sua residência têm origem na venda de um imóvel.

 

Cavalcante destacou que não há contratos ilícitos nem prática de lavagem de dinheiro relativo às suspeitas geradas pela Polícia Federal sobre contratos para locação de veículos para seu gabinete. A investigação faz parte da Operação Galho Fraco, que busca desvios cometidos com a cota parlamentar.

 

Coletiva de imprensa com o deputado

Segundo Sóstenes, a origem do dinheiro encontrado será esclarecida por seus advogados, afirmando que toda a transação está devidamente documentada. No entanto, ele não soube precisar quando o imóvel foi vendido ou quanto tempo o dinheiro estava em sua casa. “Com a correria do trabalho, não depositei antes”, justificou, acrescentando que não se trata de recursos ilegais.


“Ninguém pega dinheiro ilícito e bota dentro de casa”, ressaltou Sóstenes Cavalcante.


O parlamentar também se recusou a revelar a localização do imóvel vendido, apontando para a privacidade da negociação. Sobre as locações de veículos, ele afirmou que os utiliza de fato, afastando sugestões de lavagem de dinheiro: “O carro sempre esteve aqui, é só olhar as câmeras”.

 

Esclarecimento e investigações em curso

Cavalcante mencionou que sua única orientação a sua equipe é obter o menor preço nas contratações, refutando saber mais detalhes sobre a locadora envolvida, que parece não operar no endereço declarado. Ele encara a investigação como uma perseguição política pela sua posição de oposição e conservadorismo, especialmente à medida que se aproximam as eleições de 2026.


O deputado classificou a investigação como “cortina de fumaça” contra a direita, beneficiando partidos de esquerda.


A investigação liderada pela Polícia Federal incluiu a execução de sete mandados de busca e apreensão, autorizados pelo ministro Flávio Dino do STF, e revelou movimentações financeiras suspeitas no valor de 28,6 milhões de reais em contas relacionadas a Cavalcante, abrangendo assessores e familiares.

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