A falta de envio de dados sobre o monitoramento de Fernando Collor ao Supremo Tribunal Federal foi explicada pela Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas. A instituição informou ao ministro Alexandre de Moraes que não possuía o e-mail do gabinete do ministro, o que resultou na demora em comunicar sobre a situação de Collor.
Moraes havia solicitado explicações referentes ao desligamento da tornozeleira eletrônica de Collor, que cumpre prisão domiciliar em Maceió. Destacou-se que a tornozeleira perdeu a bateria nos dias 2 e 3 de maio deste ano, mas a informação só chegou ao STF em outubro, após cinco meses.
Segundo a secretaria, o monitoramento estava ativo, mas os relatórios não foram enviados por desconhecimento do e-mail do gabinete ministerial. A demora aconteceu devido à ausência de conhecimento prévio do e-mail institucional designado para recebimento da requisição, somada à cautela administrativa no envio de informações oficiais.
A secretaria enfatizou que não houve intenção de ocultar dados. "Resta demonstrado que não houve qualquer intenção de omissão, mas, sim, zelo e observância aos procedimentos internos e à integridade da informação," completou o órgão.
Em 2023, o STF condenou Collor por corrupção e lavagem de dinheiro. A decisão indicou que o ex-presidente realizou indicações políticas para a BR Distribuidora, recebendo 20 milhões de reais em vantagens indevidas relacionadas a contratos da empresa, com os crimes ocorrendo entre 2010 e 2014.
Após seus recursos serem negados, a prisão de Collor foi decretada em abril. A defesa pleiteou a prisão domiciliar com tornozeleira, devido às condições de saúde do ex-presidente, incluindo Parkinson, apneia do sono grave e transtorno afetivo bipolar.