A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou recentemente que o governo se opõe firmemente ao projeto de lei que iguala facções criminosas ao terrorismo. Em entrevista, Hoffmann destacou que o terrorismo tem um caráter político e ideológico, o que, segundo a legislação internacional, poderia permitir que outros países interfiram nos assuntos internos do Brasil, algo que o governo não apoia. O Projeto de Lei nº 1.283/2025, de autoria do deputado federal Danilo Forte, continua sua tramitação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara. A ministra lembrou que o governo já apresentou ao Congresso uma proposta rigorosa para o combate às facções, juntamente com a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública, que, segundo ela, está há seis meses sem progresso na Câmara dos Deputados. Hoffmann expressou sua esperança de que o relator avance no relatório para que seja possível aprovar a proposta rapidamente, facilitando a realização de operações integradas. O projeto de lei antifacção, enviado ao Congresso pelo governo em regime de urgência, busca agravar as penas para líderes e membros de organizações criminosas. A PEC da Segurança Pública, enviada aos parlamentares em abril, visa aumentar a eficiência e a desburocratização do combate às organizações criminosas, promovendo uma maior colaboração entre as entidades federativas e o governo federal.