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Hugo Motta defende servidora investigada pela PF e critica falta de evidências

Presidente da Câmara afirma que decisão de Dino não aponta desvio de verbas públicas

13/12/2025 às 16:02
Por: Redação

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), manifestou apoio à servidora Mariângela Fialek, alvo de mandados de busca pela Polícia Federal na última sexta-feira (12). Conhecida como “Tuca”, Mariângela foi assessora do ex-presidente da Câmara, Arthur Lira.

 

Motta divulgou uma nota destacando a competência e comprometimento de Fialek com a gestão pública. Ele também ressaltou seu papel na implementação de sistemas de rastreamento de emendas parlamentares, que visam aprimorar a transparência e eficácia no uso desses recursos.

 

Orçamento secreto em foco

As investigações atribuíram a Tuca a responsabilidade por enviar ordens liberando emendas parlamentares do chamado “orçamento secreto”. Esta prática envolve a alocação de recursos sem clara identificação dos proponentes ou beneficiários finais. As ações foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino.


Motta afirmou em sua nota que a decisão não apresenta indícios de desvios de verbas, mas ele destacou a importância de apurar qualquer irregularidade potencial, diferenciando a indicação das emendas de sua execução.


Motta enfatizou a necessidade de acompanhamento rigoroso pela fiscalização pública para garantir transparência na execução das transferências governamentais, incluindo emendas do Poder Executivo.

 

Nova etapa das investigações

O inquérito se baseou nos depoimentos de parlamentares e funcionários da Câmara, incluindo figuras como Glauber Braga (Psol-RJ) e Cleitinho (Republicanos-MG). Segundo eles, Tuca comandava o direcionamento de emendas para Alagoas, base de Lira.


Diante da falta de comunicação armazenada digitalmente, a PF destacou a necessidade de buscas após notar indícios de comportamento criminoso e a possibilidade de medidas para ocultar dados.


Flávio Dino, diante de tais indícios, autorizou novas buscas, levantando preocupações sobre ações para impedir o acesso a informações em nuvens, optando por meio físicos.

 

Críticas ao sistema de emendas

O Supremo Tribunal Federal, sob a relatoria de Dino, também atua em processos para banir o chamado “orçamento secreto”, obrigando a Câmara a implementar maior transparência no fluxo de dinheiro público.


O ministro Dino destacou suspeitas de redirecionamento forçado das emendas sob a liderança de Lira, com Tuca em pontos-chave para manipular o orçamento.


Relatórios destacaram a capacidade de Tuca em manipular verbas de formas não convencionais, comparando métodos documentais a uma “conta de padaria”. As investigações continuam a desenrolar esses processos, buscando mudanças no cenário de alocação de verbas.

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