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Jovem Ativista na COP30

Marcele Oliveira lidera voz das juventudes por justiça climática

02/11/2025 às 11:47
Por: Redação
**Ativista jovem destaca justiça climática na COP30 em Belém** *Marcele Oliveira, Campeã de Juventude da COP30, defende ações urgentes contra mudanças climáticas* Há quase seis meses no papel de Campeã de Juventude da COP30, a ativista Marcele Oliveira, 26 anos, vem destacando a importância de conectar as vozes jovens com os debates climáticos globais. Representando a juventude nas negociações da conferência, que começa em Belém no dia 10 de novembro, Marcele se prepara para fortalecer a luta por justiça climática. Selecionada entre 154 inscritos rigorosamente avaliados, Marcele tem atuado em conjunto com outros jovens ativistas, formando um movimento até o término da presidência brasileira na conferência, em 2026. Em uma conversa com a Agência Brasil, Marcele compartilhou sua jornada no ativismo climático, impulsionada pela experiência em Realengo, Rio de Janeiro, onde percebeu desigualdades ambientais influenciadas por decisões políticas. No movimento pelo Parque de Realengo Verde, ela aprendeu sobre racismo ambiental, onde áreas mais arborizadas são privilegiadas, enquanto outras ficam cobertas de concreto. Esse aprendizado levou à realização de políticas públicas para promover espaços verdes nas periferias cariocas. Marcele agora busca garantir que adaptações climáticas necessárias cheguem às periferias, um tema central em sua atuação na COP30. A jovem enfatiza a importância de ações coletivas e locais nas estratégias internacionais, destacando o 'mutirão' como um conceito essencial para enfrentar as questões climáticas. Fortemente ligada à juventude periférica no tema ambiental, Marcele reconhece os desafios e a responsabilidade de representar esta voz em um palco global, acreditando na participação social ampla para efetivar mudanças. Ela acredita que apenas organizações inclusivas e diversas podem alcançar uma eficácia real na conferência. Neste contexto, Marcele expressa que espera que a COP30, liderada pelo Brasil, foque na implementação efetiva dos acordos climáticos e na redistribuição justa das responsabilidades ambientais globais. A expectativa da ativista é que a conferência aborde questões profundas, como colonialismo e justiça racial, promovendo um engajamento real das juventudes no processo. Ela vislumbra não apenas anúncios financeiros, mas uma verdadeira inclusão das comunidades nos projetos de adaptação. Pensando no futuro, Marcele sonha com um Brasil fora do mapa de risco climático, um objetivo que só poderá ser atingido com colaborações internacionais significativas e mudança na percepção popular sobre justiça climática.

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