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Líder do PL nega envolvimento em desvios de verbas na Câmara

Sóstenes Cavalcante afirma que dinheiro encontrado em sua casa é de venda de imóvel

19/12/2025 às 18:27
Por: Redação

O deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados, negou nesta sexta-feira (19) envolvimento em qualquer esquema de desvio de verbas de gabinete. Durante uma entrevista no Salão Verde, ele explicou que os 400 mil reais encontrados em sua residência são resultantes da venda de um imóvel, afastando as acusações de lavagem de dinheiro levantadas pela Polícia Federal.

 

Em resposta às suspeitas, Sóstenes reafirmou que não existe contrato ilícito e que os contratos para aluguel de carros em seu gabinete não têm irregularidades. A Polícia Federal está investigando possíveis desvios relacionados a estas contratações. Segundo ele, os carros eram efetivamente usados para funções do gabinete.

 

Esclarecimentos sobre investigações

O parlamentar expressou confiança em comprovar a licitude das transações, mencionando que seus advogados poderão demonstrar a origem legal do dinheiro encontrado. Sóstenes destacou que mantém registros de todas as movimentações financeiras e que há câmeras que podem comprovar o uso dos veículos contratados.


"Não tem nada de contrato ilícito. Não tem nada de lavagem de dinheiro", afirmou durante a coletiva.


Interrogado sobre a locadora de veículos que, segundo investigações, não funciona no endereço indicado, Sóstenes afirmou não controlar esses detalhes, mas que sempre prioriza orientação por menores custos nos contratos.

 

Contexto da investigação

A Operação Galho Fraco, executada nesta sexta-feira, visa verificar desvios na aplicação da cota parlamentar, especificamente no aluguel de carros. Foram expedidos sete mandados de busca e apreensão pela Polícia Federal, sob autorização do ministro do STF, Flávio Dino.


O deputado classificou a investigação como uma tentativa de perseguição a conservadores, especialmente com a proximidade das eleições de 2026.


Os investigadores levantaram mais de 28 milhões de reais em transações suspeitas em contas associadas ao deputado, incluindo assessores e familiares. O ministro Dino, relator da ação, determinou a quebra de sigilo das apurações, intensificando a busca por irregularidades nessas movimentações financeiras.

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