Mais de 70 chefes de Estado e representantes de governos estão em Belém para participar da Cúpula do Clima nos próximos dois dias. A reunião conta com representantes de mais de cem governos estrangeiros, entre embaixadores e diplomatas. O evento é um preparativo para a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que ocorrerá entre 10 e 21 de novembro. A cúpula busca atualizar e reafirmar os compromissos multilaterais diante da urgente crise ambiental. O presidente brasileiro abrirá a cúpula na manhã de quinta-feira (6), seguido de uma plenária sobre 'Clima e Natureza, Florestas e Oceanos'. Mais duas sessões são esperadas na sexta-feira (7). Durante o evento, centenas de discursos serão realizados e o presidente brasileiro terá reuniões bilaterais com líderes, incluindo Emmanuel Macron e Keir Starmer. Após a abertura, haverá um almoço oficial para lançar o Fundo Florestas Tropicais para Sempre. Nesse encontro, o presidente enfatizará a importância de apoiar países com florestas tropicais. A Cúpula do Clima busca fortalecer politicamente as negociações para as duas semanas de COP, cumprindo a missão de implementar a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), adotada em 1992 durante a Rio-92. As Conferências das Partes (COPs) iniciaram em 1995. Decorridos 30 anos, o Brasil, anfitrião da próxima reunião, reunirá líderes globais pela primeira vez na Floresta Amazônica, crucial para o equilíbrio climático global. O foco principal da COP é definir medidas para limitar o aumento da temperatura global a 1,5ºC até o final deste século, acelerando as implementações acordadas em conferências anteriores, especialmente a de 2015, em Paris. Entre os presentes em Belém estão chefes de Estado como Gabriel Boric (Chile), Emmanuel Macron (França) e Jennifer Simons (Suriname). Na categoria de chefes de governo, Friedrich Merz (Alemanha) e Keir Starmer (Reino Unido) marcam presença. Vice-presidentes como Chabi Talata (Benin) e Cevdet Yılmaz (Turquia) também participam, juntamente com ministros de alto escalão de países como China, Cuba e Itália. O evento conta ainda com a participação de embaixadores e representantes diplomáticos de vários países, além de autoridades de organizações internacionais como a União Africana e as Nações Unidas.