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Onda de Manifestações em Repúdio à Violência Policial

Movimentos pedem a federalização e responsabilidade dos envolvidos

01/11/2025 às 01:21
Por: Redação
Em grandes atos realizados nas cidades do Rio de Janeiro, São Paulo, Brasília e no Maranhão, manifestantes protestaram contra a Operação Contenção, que ocorreu esta semana no Rio e deixou 121 mortos, sendo considerada a ação policial mais letal da história do Brasil. No Rio de Janeiro, moradores dos complexos da Penha e do Alemão, ao mesmo tempo que enfrentavam a chuva, participaram de uma caminhada pela comunidade da Vila Cruzeiro, onde expressaram seu repúdio à operação. Entre os manifestantes, estavam presentes mães de jovens que perderam a vida em ações policiais anteriores. Na Avenida Paulista, em São Paulo, o movimento negro fez demandas pela federalização das investigações e pela responsabilização do governador Cláudio Castro e dos policiais envolvidos. Eles também ressaltaram a necessidade de criação de políticas de apoio e acesso à justiça para famílias afetadas pela violência. "Mataram em um dia mais do que em Gaza. A guerra existe aqui, mas sem armas de fogo", afirmou Zezé Menezes, fundadora da Marcha das Mulheres Negras de São Paulo. Em São Luís, no Maranhão, movimentos sociais se concentraram na Praça Deodoro criticando a violência policial. Alex Silva, de 18 anos, destacou a necropolítica presente na ação, referindo-se à exclusão das populações pobres e negras. Já Claudicéia Durans, do movimento Quilombo Classe e Raça, argumentou contra a normalização de tais operações em comunidades carentes. A manifestação em Brasília aconteceu próximo à Esplanada dos Ministérios, onde os protestos exigiram uma investigação independente da Operação Contenção. Maria das Neves, do Conselho Nacional de Direitos Humanos, declarou que o evento no Rio foi um brutal ataque à população negra e de favela. Solicitações foram feitas ao STF para que o governador Cláudio Castro explique a operação e ao Ministério dos Direitos Humanos para garantir uma perícia independente. *Com colaboração de Antônio Trindade, TV Brasil em Brasília.*

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