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Rodrigo Paz eleito presidente da Bolívia em plena crise política

Vitória marca o fim de duas décadas de liderança do MAS no país.

20/10/2025 às 08:55
Por: Redação

Nova Era Política na Bolívia

O senador de centro-direita Rodrigo Paz venceu o segundo turno das eleições na Bolívia neste domingo (19), superando seu rival conservador Jorge "Tuto" Quiroga e encerrando quase duas décadas de administrações do Movimento ao Socialismo (MAS). Rodrigo Paz, do Partido Democrata Cristão (PDC), conquistou 54,5% dos votos, ficando à frente dos 45,5% de Quiroga, com 97% das urnas já apuradas pelo tribunal eleitoral boliviano.

No entanto, o PDC não alcançou a maioria legislativa, o que exigirá que o novo presidente estabeleça alianças para governar. O novo presidente tomará posse em 8 de novembro.

Desafios e Promessas de Paz

Paz, prometendo manter programas sociais enquanto promove o crescimento do setor privado, atraiu eleitores de esquerda desiludidos com o MAS, fundado por Evo Morales, mas cautelosos com as medidas de austeridade de Quiroga. Ambos os candidatos propuseram reverter elementos do modelo estatal da era MAS, mas divergiram quanto à intensidade dessas mudanças.

Paz propôs uma reforma gradual, incluindo incentivos fiscais para pequenas empresas e maior autonomia fiscal regional, enquanto Quiroga defendia cortes drásticos e um resgate do Fundo Monetário Internacional (FMI). "Precisamos abrir a Bolívia para o mundo", declarou Paz em seu discurso de vitória em La Paz, após Quiroga rapidamente reconhecer a derrota.

A Conexão Populista e os Desafios Legislativos

O apoio eleitoral a Paz foi fortalecido por seu vice, Edman Lara, um ex-policial famoso por seus vídeos virais no TikTok denunciando a corrupção. Lara foi dispensado da Polícia Nacional em 2024 devido a um processo disciplinar, mas seu apelo populista ajudou Paz a se conectar com eleitores mais jovens e da classe trabalhadora.

O principal sindicato da Bolívia, a Central de Trabalhadores da Bolívia (COB), alertou que se oporá a qualquer ameaça às conquistas sociais e econômicas, enfatizando que o novo governo precisará de habilidade política para evitar protestos de rua. Os movimentos sociais e indígenas do país estão se preparando para iniciar uma nova fase de resistência em defesa das conquistas sociais e da soberania nacional.

Com informações da Reuters e Telesur. Reprodução deste conteúdo é proibida.

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