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Anvisa autoriza pesquisa de novo medicamento para lesões medulares

Estudo da polilaminina envolve tecnologia nacional e visa auxiliar recuperação de pacientes

06/01/2026 às 12:22
Por: Redação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu sinal verde para o início de um estudo clínico que avaliará a segurança do medicamento polilaminina no tratamento de lesões agudas da medula espinhal. Essa autorização foi oficializada nesta segunda-feira (5), e representa um avanço significativo para as vítimas de trauma raquimedular e suas famílias.

 

O anúncio foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ressaltando a importância deste projeto como um marco para a comunidade médica e os pacientes. A pesquisa visa determinar a viabilidade do tratamento para lesões da coluna vertebral, utilizando um produto desenvolvido com tecnologia totalmente nacional.

 

Pesquisa em universidade pública

Conforme destacou o ministro, a inovação está sendo desenvolvida por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob a liderança da professora Tatiana Sampaio, em colaboração com o laboratório Cristália. Os primeiros testes com a polilaminina mostraram progresso na recuperação de movimentos.


“Cada avanço científico é sempre uma nova esperança renovada”, afirmou Padilha.


O estudo será iniciado com cinco pacientes voluntários que sofreram lesões agudas na medula espinhal torácica, entre as vértebras T2 e T10. Estes participantes terão passado por indicação cirúrgica em um prazo menor que 72 horas após a lesão. A fase inicial do projeto foi financiada pelo Ministério da Saúde, que apoiou a pesquisa básica para implementação.

 

Prioridade

O diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, afirmou que a autorização da pesquisa da polilaminina foi priorizada pelo comitê de inovação da agência, buscando acelerar o desenvolvimento de tratamentos de interesse público.


“Uma pesquisa 100% nacional, que fortalece a ciência e saúde do nosso país”, declarou Leandro Safatle.


A investigação focará na segurança do medicamento, que já é encontrado em diversos animais, inclusive em humanos. A empresa patrocinadora do estudo se encarregará de monitorar e avaliar todos os eventos adversos, garantindo a segurança dos participantes ao longo do estudo clínico.

 

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