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Baixo Pantanal zera óbito materno e reduz mortalidade infantil

Resultados são fruto do fortalecimento da rede de cuidado e ações do PlanificaSUS

06/03/2026 às 11:53
Por: Redação

A região do Baixo Pantanal, no Mato Grosso do Sul, atingiu um marco inédito ao eliminar os óbitos maternos, conforme dados do Relatório Detalhado do Quadrimestre Anterior (RDQA) de 2025. Este sucesso se deve ao aprimoramento das práticas de assistência pré-natal, ao fortalecimento da Atenção Primária à Saúde (APS) e à organização eficaz da rede regional de atendimento.

 

Composta por 12 municípios, incluindo Anastácio, Aquidauana e Bela Vista, a região possui uma população superior a 245 mil pessoas. A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, afirmou que este resultado é um reflexo direto da cooperação entre o Estado e os municípios. A integração ocorreu através de um pré-natal de qualidade e de um fluxo assistencial bem planejado, ilustrando a importância de uma Atenção Primária estruturada.

 

Queda na mortalidade e fortalecimento da assistência

Paralelamente à eliminação dos óbitos maternos, a região também registrou uma redução expressiva na mortalidade infantil. Este progresso está associado aos investimentos em acompanhamento pré-natal, capacitação das equipes de saúde e ampliação do acesso aos serviços médicos. Intervenções rápidas foram facilitadas por um monitoramento contínuo dos indicadores, principalmente em casos de alto risco.


“Zerar o óbito materno demonstra que a rede está funcionando de maneira eficiente”, ressaltou Crhistinne Maymone.


Seguindo essa linha, as melhorias nos indicadores de saúde têm se consolidado, garantindo maior resolutividade nos cuidados prestados a gestantes e recém-nascidos na região.

 

Diagnóstico precoce e triagem neonatal

Dentro da linha de cuidado materno e infantil, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) vem concentrando esforços no diagnóstico precoce de anomalias congênitas em crianças, principalmente nos primeiros dias após o nascimento. Dados indicam que 44% dos óbitos infantis ocorrem entre 0 e 6 dias, um período crítico para intervenções oportunas.


Renata Meireles, coordenadora de Saúde da Mulher, Criança e Maternidade da SES, defende a ampliação do diagnóstico precoce, especialmente das cardiopatias congênitas.


A triagem neonatal é uma prioridade estratégica, com o objetivo de garantir encaminhamentos e tratamentos rápidos, reduzindo assim óbitos evitáveis e consolidando avanços obtidos na região.

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