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Calor intenso pode elevar risco de AVC no verão, afirma especialista

Desidratação causada pelo calor aumenta chances de coagulação sanguínea, alerta médico

21/12/2025 às 16:06
Por: Redação

Durante o verão, os casos de acidente vascular cerebral (AVC) tendem a aumentar, conforme alerta do neurocirurgião Orlando Maia, de um hospital no Rio de Janeiro. Segundo ele, a desidratação natural das células devido ao calor pode intensificar a coagulação sanguínea, elevando o risco de AVC.

 

A tendência é explicada por uma série de fatores associados ao calor, que contribuem para o espessamento do sangue e maior predisposição a coágulos, conforme apontado por Orlando Maia. Existem dois tipos principais de AVC: hemorrágico e isquêmico, com o segundo, prevalente em decorrência de coágulos, destacando-se em 80% dos casos.

 

Impactos da pressão arterial

Os efeitos do calor também interferem na pressão arterial, que tende a diminuir no verão por causa da vasodilatação. Essa resposta do organismo contribui para a formação de coágulos e arritmia, batimento irregular do coração, aumentando o risco de AVC. Durante esta estação, a negligência com a saúde pessoal, incluindo aumento no consumo de álcool, agrava o quadro.


“A desidratação e o consumo de bebidas alcoólicas no verão ampliam o risco de arritmia, potencializando o risco de AVC”, explica Orlando Maia.


Fatores relacionados ao estilo de vida moderno, combinados com doenças crônicas mal controladas, fazem com que mais pessoas, especialmente abaixo dos 45 anos, estejam sujeitas a desenvolver a doença. Em períodos de calor, como exemplificado pelo Hospital Quali Ipanema, há um aumento significativo de atendimentos de AVC.

 

Doenças sazonais e riscos adicionais

Além das condições diretas, há doenças típicas de verão, como gastroenterites, que intensificam a desidratação, potencializando o risco. Orlando Maia alertou sobre o tabagismo como um dos principais contribuintes externos para AVCs, ligando-se tanto a circunstâncias hemorrágicas quanto isquêmicas.


“A nicotina compromete a elastina dos vasos, favorecendo a ocorrência de AVCs ao contribuir para o entupimento dos vasos sanguíneos”, disse o neurocirurgião.


No verão, o impacto do calor e hábitos como fumar influenciam diretamente no aumento de ocorrências de AVCs. Orlando Maia frisou a importância da conscientização sobre fatores de risco e a prevenção.

 

Prevenção e tratamento

O AVC figura entre as principais causas de morte e incapacidade no mundo, afetando não só o indivíduo, mas também sua família. A prevenção é essencial, destacando-se hábitos saudáveis e tratamento imediato como chaves para minimizar riscos e efeitos.


“É crucial divulgar as medidas preventivas de AVC, incluindo atividade física regular e controle da pressão arterial”, salienta Maia.


A abordagem imediata do AVC é fundamental para o sucesso do tratamento. Métodos evoluíram com infusão de medicamentos e uso de cateteres que permitem, em casos selecionados, até 24 horas de intervenção após o início dos sintomas. Orlando Maia ressalta a importância da rapidez no atendimento para otimizar o tratamento dos pacientes.

 

Os sintomas de um potencial AVC incluem paralisia súbita, dificuldades na fala ou visão e perda consciente rápida. Reconhecer esses sinais e buscar assistência médica célere são passos cruciais para lidar eficazmente com essa emergência.

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