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Estudo revela redução de 63,2% da dengue em Campo Grande

Pesquisa mostra impacto da Wolbachia em mosquitos Aedes aegypti na capital

18/12/2025 às 11:05
Por: Redação

A implementação de uma estratégia inovadora com mosquitos infectados pela bactéria Wolbachia levou a uma significativa redução de 63,2% na incidência de dengue em Campo Grande em 2024. Este resultado é parte de um estudo realizado em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES) e será publicado na revista The Lancet Regional Health – Americas.

 

O estudo foi conduzido por Fabiani de Morais Batista, doutoranda na Faculdade de Medicina da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), e contou com a colaboração de diversas instituições renomadas, incluindo a Fiocruz, Yale, Stanford e outras. Entre 2020 e 2023, a liberação em massa de mosquitos infectados resultou em uma prevalência média da bactéria de 86,4% na capital.

 

Impacto científico e cooperação

Crhistinne Maymone, secretária adjunta de Estado de Saúde, destacou a importância da pesquisa como uma evidência científica que reforça o papel da ciência na saúde pública. “O artigo traduz uma experiência de cooperação e planejamento”, afirmou, enfatizando o fortalecimento do SUS e o controle das arboviroses.


Uma produção que demonstra o impacto concreto da Wolbachia na sustentabilidade das ações de saúde pública.


Os mosquitos foram liberados em seis regiões urbanas de Campo Grande, com monitoramento realizado através de 1.677 ovitrampas, demonstrando redução na capacidade de transmissão dos vírus pelos Aedes aegypti.

 

Primeira avaliação no Brasil

Esta é a primeira avaliação científica programática da estratégia no Brasil, financiada pelo Ministério da Saúde. Mais de 100 milhões de mosquitos foram soltos ao longo de três anos, resultando em uma diminuição nos casos anuais da dengue, que antes da intervenção frequentemente superavam 4.700 registros.


A estratégia, integrando ações regulares de vigilância, não utiliza inseticidas e se mantém de forma autônoma ao longo do tempo.


A Fiocruz Mato Grosso do Sul ficou responsável por coordenar a execução e o monitoramento epidemiológico, enquanto a SES e a Secretaria Municipal de Saúde cuidaram da logística e instalação de infraestrutura local.

 

O estudo também enfatiza que a técnica funciona como complemento às estratégias tradicionais, como a eliminação de criadouros e vacinação, solidificando sua importância na saúde pública.

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