Mato Grosso do Sul registrou 13.696 casos prováveis de dengue em 2025, com 8.319 confirmações, conforme o boletim da 46ª semana epidemiológica divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde (SES) nesta segunda-feira, 24 de novembro. O documento alarmante detalha também que 18 óbitos foram oficialmente confirmados em decorrência da doença, enquanto outros sete permanecem sob investigação em todo o território estadual.
A análise epidemiológica recente indicou uma incidência baixa de casos confirmados nos últimos 14 dias em municípios como Sonora, Nioaque e Rio Brilhante. Contudo, a lista de localidades afetadas por óbitos é extensa, abrangendo Inocência, Três Lagoas, Nova Andradina, Aquidauana, Dourados, Ponta Porã, Coxim, Iguatemi, Paranhos, Itaquiraí, Água Clara, Miranda, Aparecida do Taboado, Ribas do Rio Pardo e Campo Grande. Desse total de vítimas fatais, sete apresentavam algum tipo de comorbidade.
No que tange à campanha de vacinação contra a dengue, o estado de Mato Grosso do Sul já contabiliza a aplicação de 201.633 doses do imunizante na população-alvo. O Ministério da Saúde, por sua vez, já enviou um total de 241.030 doses, reforçando o compromisso com a proteção da comunidade. O esquema vacinal completo exige duas doses, administradas com um intervalo de três meses entre cada aplicação.
A vacinação é uma ferramenta crucial na prevenção, sendo prioritária para crianças e adolescentes entre 10 anos completos e 14 anos, 11 meses e 29 dias de idade, faixa que historicamente concentra o maior número de hospitalizações por dengue, especialmente no grupo etário de 6 a 16 anos.
Esta recomendação etária estratégica visa otimizar a cobertura vacinal nos grupos mais vulneráveis às complicações da doença, buscando reduzir significativamente as taxas de internação e mortalidade. O acompanhamento contínuo da adesão e da efetividade da vacina é fundamental para o controle da dengue no estado.
Em paralelo à situação da dengue, o boletim da SES também lançou luz sobre o panorama da Chikungunya, registrando 13.721 casos prováveis e 7.546 confirmações no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (SINAN) no decorrer do ano. Preocupa também o registro de 74 casos da doença em gestantes, exigindo atenção redobrada das autoridades de saúde.
Ainda sobre a Chikungunya, o documento confirma 16 óbitos distribuídos por diversos municípios, incluindo Dois Irmãos do Buriti, Vicentina, Naviraí, Terenos, Fátima do Sul, Dourados, Sidrolândia, Glória de Dourados, Maracaju e Iguatemi. Notavelmente, 12 dessas vítimas fatais possuíam comorbidades preexistentes, um fator que agrava o quadro da doença.
A Secretaria de Estado de Saúde reitera a importância de que a população evite a automedicação e procure imediatamente uma unidade de saúde municipal ao identificar quaisquer sintomas de dengue ou Chikungunya.
Esta orientação visa garantir o diagnóstico correto e o início precoce do tratamento adequado, prevenindo complicações graves e contribuindo para a rápida recuperação dos pacientes e para o controle epidemiológico das doenças no estado.