Mato Grosso do Sul registrou um aumento significativo na capacidade de análise de sequenciamentos genômicos, dobrando o número de amostras processadas em apenas dois anos. O volume passou de aproximadamente 500 amostras em 2023 para cerca de 800 em 2024 e projetando mil análises para 2025, considerando tanto os exames realizados no Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen/MS) quanto os encaminhamentos para laboratórios de referência.
Esse crescimento expressivo fortalece a capacidade estadual de monitorar mutações e acompanhar a circulação de diversos vírus, incluindo SARS-CoV-2, chikungunya, Vírus Sincicial Respiratório (VSR) e outros arbovírus. A análise genômica configura-se como uma ferramenta essencial para a vigilância de patógenos e para embasar decisões clínicas e de saúde pública, conforme destacado pelo diretor do Lacen, Luiz Henrique Ferraz Demarchi.
A análise genômica é fundamental para mapear e interpretar o material genético de agentes infecciosos, permitindo a identificação precisa de variações genéticas e mutações. No âmbito da saúde pública, essa capacidade possibilita um acompanhamento detalhado da evolução viral e de suas variantes, auxiliando na predição de potenciais surtos e epidemias, além de permitir a avaliação da eficácia de respostas terapêuticas.
A análise genômica permite mapear e interpretar o material genético, identificando variações genéticas e mutações. No contexto da saúde pública, isso possibilita acompanhar a evolução dos vírus e suas variantes, predizer possíveis surtos e epidemias, bem como avaliar a resposta terapêutica.
Essa ferramenta científica de ponta é crucial para subsidiar decisões da vigilância em saúde, orientar a implementação de medidas de controle epidemiológico e apoiar o desenvolvimento e as estratégias de imunização em face de novas ameaças ou agentes já conhecidos, mas em constante mutação, garantindo uma resposta mais ágil e eficaz.
O progresso alcançado está diretamente associado à contínua qualificação das equipes técnicas e à consolidação de parcerias institucionais estratégicas. Marina Castilhos Souza Umaki Zardin, gerente da Divisão de Biologia Médica do Lacen, enfatiza que os investimentos na formação profissional e na integração com instituições de referência são pilares para a manutenção de elevados padrões de qualidade e o fortalecimento das ações de vigilância em saúde.
Nos últimos anos, servidores do Lacen participaram de treinamentos especializados em importantes centros de pesquisa do país, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz/RJ), a Fundação Ezequiel Dias (Funed/MG) e o Instituto Evandro Chagas (IEC/PA). Esses programas de capacitação focaram no sequenciamento genômico de vírus como SARS-CoV-2, chikungunya, vírus sincicial respiratório e outras arboviroses, ampliando o conhecimento técnico dos profissionais.
Além das análises realizadas internamente, o Lacen/MS mantém uma robusta cooperação técnica com diversas instituições de pesquisa e ensino. Essa colaboração é vital para fortalecer a rede de vigilância genômica do estado e expandir sua capacidade de resposta diante de emergências em saúde pública, assegurando que Mato Grosso do Sul esteja preparado para identificar e combater novas ameaças à saúde da população.