O Mato Grosso do Sul, por meio da Secretaria de Estado de Saúde, deu início a 2026 com uma forte articulação junto aos municípios para intensificar o combate ao Aedes aegypti. A estratégia foca na padronização das medidas de controle e na cooperação técnica em todo o território estadual.
Entre as iniciativas, estão o uso de bombas costais motorizadas e a ampliação da Borrifação Residual Intradomiciliar (BRI), aplicada em locais de grande circulação para garantir proteção prolongada. Segundo Mauro Lúcio Rosário, coordenador de Controle de Vetores, é essencial que as ações sejam adequadas à realidade de cada região.
A instalação de armadilhas ovitrampas em 79 municípios está em etapas finais, oferecendo um método preciso para monitorar a presença do mosquito. Além disso, Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs) estão sendo utilizadas para eficaz disseminação do produto através dos próprios mosquitos.
O uso dessas ferramentas aumenta significativamente a eficiência do controle vetorial, detalha Mauro Lúcio.
A formação de equipes municipais continua com reuniões técnicas e treinamentos, assegurando que todos estejam atualizados sobre as melhores práticas de prevenção.
Com a chikungunya e os casos de dengue acima da média do ano anterior, Jéssica Klener, gerente de Doenças Endêmicas, destaca a necessidade de antecipação nas ações preventivas para minimizar riscos.
É essencial que todos os municípios fomentem visitas domiciliares e mutirões de limpeza como medidas centrais de prevenção.
Essas iniciativas envolvem agentes de saúde visitando domicílios para identificação de focos, enquanto a Vigilância Sanitária apoia em locais críticos como borracharias.
A Secretaria de Saúde enfatiza que o sucesso das ações depende do envolvimento da população. Crhistinne Maymone, secretária-adjunta, afirma que pequenas ações diárias contribuem significativamente para a prevenção.
Manter quintais limpos e eliminar recipientes com água estagnada são práticas simples que fazem grande diferença.
É recomendável que cada cidadão dedique 10 minutos semanais para inspecionar e acabar com criadouros potenciais, reforçando a lida contra o mosquito ao longo de 2026.