O estado de Mato Grosso do Sul encerrou o ano de 2025 com um significativo aumento no número de transplantes realizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No total, foram 368 procedimentos, abrangendo órgãos sólidos e tecidos, conforme dados divulgados pela Central Estadual de Transplantes (CET/MS).
Esse crescimento reflete uma maior regularidade na realização de transplantes de alta complexidade no estado. Em detalhes, 70 transplantes de órgãos sólidos e 298 de córneas foram realizados ao longo de 2025. Comparando com o ano anterior, quando foram registrados 318 procedimentos, o aumento no volume total de transplantes é evidente.
A realização dos transplantes incluiu 49 fígados, 21 rins, dois de medula óssea autólogo e cinco de ossos, demonstrando a diversidade de operações oferecidas. Claire Miozo, coordenadora da CET/MS, destacou a atuação coesa entre hospitais e equipes assistenciais, enfatizando os avanços na captação e acompanhamento dos processos de doação e transplante.
Claire Miozo afirmou que o ano foi marcado por importante integração entre os hospitais e a central de transplantes.
Neste mesmo período, evidenciou-se um fortalecimento na infraestrutura hospitalar, com mais hospitais habilitados ampliando a capacidade de realização de procedimentos. O Hospital Adventista do Pênfigo, por exemplo, passou a realizar também transplantes de rim, pâncreas e tecido musculoesquelético.
Durante 2025, foram registrados 63 doadores efetivos de órgãos e 238 de córnea em Mato Grosso do Sul. Além disso, para outros estados, foram enviados 85 rins, oito fígados e oito corações para transplantes. O estado encerrou o ano com 428 pessoas na fila de espera por transplante de córnea, 236 à espera de um rim e 10 por fígado.
A SES destacou que a autorização familiar continua sendo essencial para a efetivação das doações.
Para ser doador, é necessário apenas comunicar à família o desejo de doar, não havendo necessidade de registro formal. A Secretaria de Estado de Saúde (SES) reforça a importância desse gesto, que pode transformar e salvar vidas, sustentando o avanço das políticas públicas de saúde na região.