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MS começa a vacinar bebês prematuros e crianças vulneráveis contra bronquiolite

Imunizante protege contra o vírus sincicial respiratório, oferecendo reforço à saúde neonatal

03/02/2026 às 09:51
Por: Redação

Mato Grosso do Sul deu início na última segunda-feira (2) à vacinação de bebês prematuros e crianças com comorbidades contra o vírus sincicial respiratório (VSR), responsável por provocar a bronquiolite. O procedimento aconteceu na Maternidade Cândido Mariano em Campo Grande, com suporte da SES e unidades de atenção neonatal.

 

Essa ação busca proteger os recém-nascidos mais vulneráveis do estado. O nirsevimabe, anticorpo monoclonal utilizado, é indicado conforme orientações do Ministério da Saúde para bebês nascidos em até 36 semanas e seis dias, além de crianças até 24 meses com comorbidades, como cardiopatias congênitas, síndrome de Down e fibrose cística.

 

Esquema de imunização

Para os bebês prematuros, a aplicação é feita em dose única. Já para crianças com comorbidades, a proteção se dá com duas doses, cada uma em épocas sazonais de exposição ao vírus. Essa estratégia visa diminuir as internações por bronquiolite nos períodos de mais circulação do vírus.


Maristela Chamorro, da Coordenação de Imunização da SES, destaca a importância dessa medida para a saúde neonatal.


A incorporação do imunizante à rede do SUS é vista como um avanço significativo. As doses são distribuídas conforme a necessidade média das unidades de saúde.

 

Organização nos municípios

O Sistema E-Crie auxilia na distribuição do imunizante nos 79 municípios da região. Com autorização do Ministério da Saúde, há também um resgate vacinal para crianças nascidas a partir de agosto de 2025, que cumpram as diretrizes do informe técnico.


Keila Lacerda, coordenadora de imunização, afirma que a vacinação ocorre semanalmente nas UTIs neonatais da Maternidade Cândido Mariano.


Este esforço busca reduzir a pressão sobre os leitos hospitalares, combatendo surtos de bronquiolite previamente enfrentados.

 

Repercussão entre as famílias

Famílias beneficiadas, como a de Melina, que nasceu prematura e ficou 43 dias na UTI, destacam a segurança proporcionada pelo imunizante. Paula Rodrigues, mãe de Melina, afirma que a disponibilidade gratuita pelo SUS é essencial, dado o alto custo no setor privado, que pode variar de 1.500 a 3.500 reais.


Paula reforça a tranquilidade trazida pela proteção gratuita para famílias que não podem pagar.


Para acessar o imunizante, famílias de Campo Grande devem contatar a Sesau para instruções, enquanto no interior, a orientação é buscar a unidade básica de saúde local. A SES planeja expandir gradualmente a oferta, conforme o aumento da demanda e nascimentos prematuros.

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