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Padilha celebra avanço na vacinação e alerta contra negacionismo

Ministro da Saúde destaca aumento da cobertura vacinal desde 2023, mas aponta desafios da desinformação e fake news.

15/12/2025 às 16:04
Por: Redação

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou nesta segunda-feira (15) que a cobertura vacinal dos 16 imunizantes obrigatórios do calendário nacional tem apresentado um crescimento contínuo desde 2023. Em sua participação no Programa Bom Dia, Ministro, do CanalGov, ele enfatizou que, apesar dos avanços, o negacionismo e a disseminação de informações falsas sobre as vacinas permanecem como grandes obstáculos a serem superados pela saúde pública no Brasil.

 

Padilha ressaltou que a propagação de mentiras sobre o tema da vacinação, muitas vezes com fins lucrativos, afeta diretamente o cotidiano dos profissionais de saúde e a vida das famílias brasileiras. Este cenário de desinformação exige uma vigilância constante e ações robustas para garantir que os esforços de imunização alcancem toda a população de forma eficaz.

 

Combate à desinformação e recuperação da imunização

Em uma frente conjunta, o Ministério da Saúde e a Advocacia-Geral da União (AGU) estão empenhados em ações judiciais para combater a divulgação de notícias falsas. Esses processos visam coibir práticas que incluem até mesmo a participação de médicos e a comercialização de cursos anti-vacinação, reforçando a seriedade com que o governo trata o tema. O ministro declarou que, embora a batalha esteja sendo vencida, a luta ainda não foi concluída.


“Se tem uma coisa que mais afeta o dia a dia dos profissionais de saúde, a vida das famílias brasileiras na área da saúde é o negacionismo. São pessoas espalhando mentiras e, infelizmente, até ganhando dinheiro com isso”, destacou Alexandre Padilha.


No último sábado, dia 13 de dezembro, o estado de São Paulo confirmou o segundo caso de sarampo do ano, em um homem que não havia sido vacinado e que tinha histórico de viagem internacional. Assim como este, todos os outros 36 registros da doença no país em 2025 tiveram sua origem fora do território nacional, indicando a ausência de circulação interna do vírus.

 

Essa situação permite que o Brasil mantenha o certificado de país livre da doença, um marco importante após ter perdido essa certificação em 2019, ano em que foram registrados mais de 21,7 mil casos. A projeção para 2025 é que o ano se encerre com uma cobertura vacinal ainda maior que em 2024, quando o Ministério da Saúde observou um crescimento de 180% no número de municípios que atingiram a meta de 95% de imunização do calendário essencial.

 

Avanços na imunização contra a dengue

Padilha também anunciou que a imunização dos profissionais de saúde com a vacina contra a dengue, desenvolvida pelo Instituto Butantan e registrada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 8 de dezembro, deve ser iniciada até o final de janeiro de 2026. A campanha se estenderá pelos meses de fevereiro e março.


É crucial iniciar a imunização de profissionais de saúde no final de janeiro, prosseguindo por fevereiro e março, para garantir que estejam protegidos no período de maior incidência da dengue.


Nesse mesmo período, as cidades de Botucatu, em São Paulo, e Maranguape, no Ceará, serão palco de uma ação acelerada para a vacinação contra a dengue. Esta iniciativa representa o pontapé inicial de um plano de imunização mais amplo, que será implementado em todo o país à medida que a produção da vacina for escalonada para atender à demanda da população em geral.

 

Especialistas da área da saúde apontam que, se uma cidade alcançar uma cobertura vacinal de 40% de sua população, é possível obter um controle eficaz da dengue. Essa perspectiva reforça a importância das campanhas e do engajamento social para mitigar os efeitos da doença, especialmente em regiões endêmicas.

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